Considera o que (dizes) a quem (o dizes) e onde (estás), Daniel Meisner

“Considera cuid, cui et qvo” (Considera o que [dizes] a quem [o dizes] e onde [estás])

“Considera cuid, cui et qvo” (Considera o que [dizes] a quem [o dizes] e onde [estás]) 850 480 V.M. Kwen Khan Khu

Mui queridos amigos e amigas:

Com muita alegria envio-lhes, nesta oportunidade, a seguinte gravura que tem por título…

…CONSIDERA, CUID, CUI ET QVO
─ “Considera o que (dizes) a quem (o dizes) e onde (estás)” ─

Considera cuid, cui et qvo, Daniel Meisner

A presente gravura faz parte de uma vasta e famosa série de desenhos realizados para o livro Thesaurus Philopoliticus ─1623─. Trata-se de mais de oitocentas reproduções de paisagens urbanas às quais o poeta alemão Daniel Meisner ─1585-1625─ e o editor Eberhar Kieser ─1583-1631─ adicionaram uma mensagem e uma imagem simbólica.

O título, como já dissemos, é: CONSIDERA, QUID, CUI ET QUO, “Considera o que (dizes), a quem (o dizes) e onde (estás)”.

O texto em latim ao pé do desenho diz: Perpendit sapiens, loquitor, bene, multa priusquám, Quid dicat, cui, quo tempore, quove loco, “O homem sábio pondera cuidadosamente muitas coisas antes de falar: o que diz, a quem, quando e em que lugar”.

Estimados/as leitores/as, esta gravura está nos fazendo ênfase na necessidade urgente de vigiar o uso do nosso VERBO, tal como milhares de vezes nos assinalou nosso Patriarca: Samael Aun Weor.

Já dissemos isso anteriormente e o reiteramos novamente: O VERBO E O SEXO SÃO DOIS POLOS DE UMA MESMA JORNADA. Aqueles que jamais cuidaram do uso da palavra, cedo ou tarde involuem, pois o Senhor das Perfeições não se manifestará jamais através de uma garganta putrefata ou repleta de impurezas.

Na imagem de nossa gravura podemos apreciar três pessoas em transe de entabular um diálogo na periferia de uma cidade ou povoado.

Recordemos das palavras do apóstolo Tiago: «Observai também os navios; ainda que tão grandes e levados por impetuosos ventos, são governados com um timão muito pequeno para onde o que os governa quer». No entanto, por que não somos capazes de controlar esse pequeno músculo que chamamos LÍNGUA?

Igualmente, não podemos obviar nestas páginas aquelas frases alusivas aos incêndios que algumas palavras ou discursos podem desencadear. Basta lembrar do Sr. Adolfo Hitler e da hecatombe que ele foi capaz de criar, não só na Alemanha, mas também em toda a Europa, simplesmente com seus discursos cheios de ódio.

Como contraste, nós sabemos da existência da LÍNGUA DIVINA que se fala entre os Adeptos nos mundos superiores de Consciência. Com essa língua sagrada poderíamos acalmar vulcões destrutivos, deter tormentas, apaziguar furacões, etc., etc., etc., sempre e quando tenhamos levado uma vida apartada da fornicação.

O grande Iniciado Sócrates sempre enfatizou: «Quando disser algo, certifique-se de que seja verdadeiro, útil e bom para todos».

O V.M. Aberamentho fez-se famoso por ter utilizado a palavra para lograr a ressurreição de LÁZARO. Isso se tornou histórico. Recordemos, também, do grande legislador MOISÉS, que abriu as águas do Mar Vermelho para conseguir a fuga do povo de Iniciados que o seguia e que fugia das hordas de um faraó.

Nosso próprio Guru nos entregou milhares de mantras para nos relacionarmos com os Elementais da natureza e com os Gênios dos elementos ─água, fogo, ar e terra─. Toda a natureza está impregnada de sons, alguns perceptíveis e outros imperceptíveis; tudo está envolto pelas vibrações do SOM UNIVERSAL…

O V.M. Fulcanelli nos diz em sua obra AS MORADAS FILOSOFAIS o seguinte:

«Esta palavra de Deus, que é o Verbum demissum do Trevisano e a palavra perdida dos maçons medievais, designa o segredo material da obra, cuja revelação constitui o dom de Deus, e sobre cuja natureza, nome vulgar ou emprego, todos os filósofos conservam um impenetrável silêncio».

Com as palavras do Adepto Fulcanelli, enfatiza-se a necessidade de lutar para um dia encarnar o «dom de Deus», isto é, a palavra sagrada proveniente do próprio SER.

Acrescento, paciente leitor, as palavras do nosso bendito Patriarca Samael Aun Weor, vejamos:

«Vossa palavra deve ser o mais pura possível; palavras vulgares prejudicam os irmãos. Devemos falar em uma linguagem delicada, deliciosa; cada uma de nossas palavras deve ser harmonia, deve ser paz infinita, deve ser dita inefável.

As palavras ofensivas, os termos vulgares, os termos mordazes, as palavras de duplo sentido prejudicam os estudantes. O estudante que está trabalhando com o Arcano A.Z.F. deve compreender que a força da sexualidade é uma espada de dois gumes, que tanto pode ferir os outros quanto ferir a si mesmo.

O verbo atua sobre as forças criadoras, porque o sexo e o verbo se encontram intimamente correlacionados. A força do sexo opera através dos órgãos sexuais e através da laringe criadora, são duas polaridades do próprio sexo. Assim, pois, que vossas palavras sejam puras, meus caros irmãos, que vossas palavras sejam imaculadas, cheias de harmonia e de paz.

Quando a palavra é arrítmica, quando a palavra é mordaz, quando a palavra é irônica, quando a palavra é erótica ou de duplo sentido, então modifica as energias criadoras, transforma-as em poderes tenebrosos, tântricos, horríveis.

Nunca ensinem o Arcano A.Z.F. com termos vulgares. Quando falarem de Magia Sexual digam “o Arcano A.Z.F.”, isso é tudo. A palavra “Arcano A.Z.F.” é mais velada, não é? E é melhor do que dizer “Magia Sexual”, escandaliza menos. É preferível dizer “o Arcano A.Z.F.”, e quando ensinarem esse Arcano, façam-no com modéstia, deixem de lado a vulgaridade.

Os Elohim, os Anjos, os Prajapatis, os Seres inefáveis falam todos em uma linguagem preciosa, em um verbo de luz inefável. Nenhum Mestre utiliza palavras vulgares.

Nunca falem contra ninguém, meus caros irmãos. Isso de ficar dizendo que o irmãozinho tal é mago negro, que a irmãzinha tal é feiticeira, que é bruxa, que fulano e que sicrano fazem e desfazem, é ridículo! Isso não está bem para vocês. Vocês não devem se ocupar da vida alheia, irmãos, não devem se ocupar da vida privada. Que cada qual viva sua vida como quiser. Vocês vivam uma vida pura e casta, que o Cristo virá como ladrão na noite… Eliminem o Eu, o Ego; eliminem-no e verão a luz.”

Finalizo convidando-os à reflexão com as seguintes frases:

«Nada há tão difícil como conhecer a si mesmo». Tales de Mileto

«Não nos é permitido saber tudo

«Nada há de querido se não for conhecido».
Santo Agostinho

«Quem deseja conhecimento deve se esforçar para adquiri-lo».
Ruskin

«O conhecimento da própria imperfeição é perfeição mui grande ».
Frei Diego de Estella

VERBUM EST CODEX.
─ “A palavra é lei” ─.

KWEN KHAN KHU