Envio-lhes esta gravura que é o quadragésimo quinto emblema do livro Emblematum sacrorum et civilium miscellaneorum ─ “Diversos emblemas sagrados e civis”─, escrito por Jacob Bornitz.
Tenho o prazer de enviar-lhes esta gravura que tem por título: Cognitio. A cena, alegórica e mitológica, nos mostra a sede das nove musas no monte Hélicon, presidida pelos Deuses Apolo ─identificado por sua aura luminosa e sua harpa─ e Palas Atena ─que aparece no canto superior esquerdo sobre uma nuvem, com capacete e lança─.
Podemos ver um pano sobre o qual estão escritas notas musicais, dando-nos a entender que a base da criação reside nas mesmas e nas oitavas que pudermos apreciar. Este é um dos mistérios que envolvem o próprio THEOMEGALOGOS.
Mas o que acima de tudo devemos ter em conta, outorgando a prioridade na ciência que nos interessa, é a elevada virtude purificadora que possui o fogo. Princípio puro por excelência e manifestação física da própria pureza, assim indica sua origem espiritual e revela sua filiação divina.
Envio-lhes esta imagem do Deus Mercúrio, baixo-relevo da Capela do Zodíaco do Templo Malatestiano de Rímini, na Itália. O autor é o escultor italiano Agostino di Duccio ─1418-1481─.
Esta gravura está nos dizendo o que afirmaram e continuam afirmando os verdadeiros Mestres da arte hermética: «Na água dorme o fogo»…
É necessário que mortifiquemos e decomponhamos esta terra, o que equivale a matar o grifo e pescar o peixe, a separar o fogo da terra, o sutil do denso, “suavemente, com grande habilidade e prudência”, como ensina Hermes em sua Tábua de Esmeralda. […]
Estou feliz em enviar-lhes este óleo de um artista chamado Lorenzo Lotto, dos tempos de 1505. Esta obra está preservada na Galeria Nacional de Arte de Washington.
O título desta obra artística é Alegoria da castidade ou Alegoria do sono vigilante da alma.
A presente gravura foi feita pelo jesuíta Ioanne David, 1546-1613, e desenvolvida no oitavo capítulo de seu livro intitulado Dvodecim specvla Devm aliqvando videre desideranti concinnata.
A prudência é a virtude fundamental que devemos alcançar para observar se houve mudanças em nosso trabalho interior.









