É necessário que mortifiquemos e decomponhamos esta terra, o que equivale a matar o grifo e pescar o peixe, a separar o fogo da terra, o sutil do denso, “suavemente, com grande habilidade e prudência”, como ensina Hermes em sua Tábua de Esmeralda. […]
Estou feliz em enviar-lhes este óleo de um artista chamado Lorenzo Lotto, dos tempos de 1505. Esta obra está preservada na Galeria Nacional de Arte de Washington.
O título desta obra artística é Alegoria da castidade ou Alegoria do sono vigilante da alma.
A presente gravura foi feita pelo jesuíta Ioanne David, 1546-1613, e desenvolvida no oitavo capítulo de seu livro intitulado Dvodecim specvla Devm aliqvando videre desideranti concinnata.
Esta gravura que nos mostra Salvador Rosa, pintor e filósofo, que nos quis expor as duas faces de uma moeda: de um lado a vida supérflua, vazia e veneradora das coisas materiais como se se tratasse de algo transcendental; do outro lado nos aponta que a única coisa que vale a pena viver é, justamente, para os valores do espírito ─ a indiferença à morte, a sinceridade, à qual o pintor oferece seu coração e seus mais profundos sentimentos…
Ao centro, vemos uma figura feminina alada sobre uma âncora, usando uma coroa de louros na cabeça, semeando trigo e apontando para o céu. Inquestionavelmente, a mulher em questão é a VIRGEM MÃE NATUREZA — daí a coroa de louros na cabeça — e aos seus pés está a ÂNCORA que, além de alegorizar as três forças primárias, representa na Maçonaria o final da obra hermética.
Estou enviando o sexto desenho com o qual Theodoor Galle ilustrou o livro Dvodecim specula Devm aliquando videre desideranti concinnata, “Doze espelhos devidamente dispostos para quem deseja um dia ver a Deus”, escrito pelo jesuíta Ioanne David. O título é Conheça a si mesmo.
Este livro foi escrito por Vincenzo Cartari, um mitógrafo e diplomata italiano do Renascimento. A imagem representa a Deusa Angerona, o Deus do Silêncio e o Deus Harpócrates.
Esta gravura representa a decadência da humanidade mergulhada na desordem absoluta, um nível muito baixo de ser, a vaidade. Tudo isso leva à decadência da humanidade mergulhada na desordem absoluta, a vaidade… leva à estupidez, à entropia total. A riqueza permite estupidez e total entropia.
Por ordem do santíssimo Theomegalogos, na aurora da criação, os Elohim se polarizaram, masculino e feminino, realizaram um ato de Magia Sexual puríssima e com palavras de poder, mantras foram dando forma às diversas dimensões do espaço sideral.
Poderíamos chegar à seguinte conclusão sobre os dois casais citados acima: o terror nos faz fugir, mas o pudor contém esse ímpeto do medo, a indolência limita na ação, mas tem que parar quando a pobreza, que é consequência da mesma indolência, obriga a agir.









