Observa el destino de la naturaleza, La morosophie, Guillaume de la Perrière

“Natura conspice sortem” (Observa o destino da natureza)

“Natura conspice sortem” (Observa o destino da natureza) 850 480 V.M. Kwen Khan Khu

Mui queridos amigos/as leitores/as:

Apresso-me a enviar-lhe a presente gravura que leva o título…

NATURA CONSPICE SORTEM
─”Observa o destino da natureza”─

Esta gravura foi realizada por Guillaume de la Perrière ─1499-1554─, um humanista e escritor francês. Dita gravura aparece em seu livro intitulado LA MOROSOPHIE. Os dicionários definem a morosofia como um transtorno psicológico caracterizado por um comportamento sábio e tranquilo na superfície, mas desordenado no fundo.

"Natura conspice sortem" (Observa o destino da natureza), A morosophie, Guillaume de la Perrière

Esta frase em latim dos diz:

«Quae modo mater erat, formam capit illa novercae,
Et quos lacte aluit, conficit illa flagris:
Quisquis ades, miseram Naturae conspice sortem,
Distinguit quam, vix ortus ab interitu».

A tradução da mesma é a seguinte: “Aquela que era como uma Mãe toma a forma de uma Madrasta, aos que alimentou com leite ela mata com chicotes. Quem quer que se aproxime observa o mísero destino da Natureza, o qual ao nascimento a duras penas diferencia da morte”.

Misteriosamente, a todos nós esta gravura nos ilustra sobre esses dois aspectos de Deus Mãe que nos comenta abundantemente nosso V.M. Samael Aun Weor em suas obras.

Em tais comentários, nosso Patriarca nos desvela essas diversas características que o Eterno contém dentro de sua manifestação feminina. É assim que sabemos, dentro da Gnose contemporânea, que Ela, Stella Maris, tem na verdade cinco desdobramentos, a saber:

  • Mãe Cósmica ─NUT dos antigos egípcios─, autora do nosso universo ou matriz cósmica.
  • Mãe Natura, a criadora da natureza e seus reinos.
  • Mãe Kundalini, nossa Virgenzinha interior particular em cada um de nós, Stella Maris.
  • Maga Elemental, aquela que nos proporciona nossos instintos, a que nos instrui sobre a Magia Elemental.
  • Mãe Morte, aquela que determina nosso destino final e aquela que nos auxilia na morte do Ego animal quando imploramos em nossos trabalhos alquímicos. Da mesma forma, é Ela quem nos acompanha quando somos enviados à Morte Segunda, ou seja, quando nossa evolução anímica fracassou e somos enviados por isso à involução submersa dos infernos atômicos da natureza.

Está claro, queridos/as amigos/as, que é Devi-Kundalini quem gesta em seu ventre nossa fisionomia terrenal, e o faz com profundo amor e doçura. Ela, através de nossa mãe física terrenal, nos amamenta e nos faz crescer no terreno da existência. Nos educa, nos orienta; em outras palavras, Ela assume sobre seus ombros a tarefa de nos apresentar como seres adultos ante do cenário da natureza.

No entanto, graças à Gnose, hoje sabemos que o Eterno Feminino divinal tem várias faces e uma delas é sua relação com a própria morte.

Tal é o sentido pelo qual em nossa gravura vemos uma mulher dual que, por um lado, está dando seu néctar materno a três crianças e, por outro lado, está chicoteando com um látego e uma sarça a essas três crianças ou infantes já convertidos em adultos……

Temos de entender que nossa Divina Senhora acompanha muito de perto nossa conduta, e uma vez que chegamos à adolescência, Ela vê claramente que nossos agregados psicológicos nos invadem constantemente. É aí onde começamos a abandonar nossa infância de maneira definitiva para começar a engordar nossa abominável psicologia egoica. Como queira que a ética de nossa bendita Mãe Kundalini está em conflito com a desordem que agrada ao nosso EGO ANIMAL, Ela então começa a permitir que os Senhores do Carma apliquem seus corretivos sobre nossa existência, e desse modo começamos a viver entre enfermidades, golpes morais, misérias, incertezas, vícios, traições, etc., etc., etc.

Por outro lado, Stella Maris conhece perfeitamente quais são nossas dívidas cármicas que arrastamos de existências passadas, e se nosso saco de impropérios já está transbordando, então Ela dá permissão igualmente aos verdugos do carma para que sejamos chicoteados de diversas maneiras. Desse modo, aquela infância que antes havíamos vivido se desvanece totalmente até ficarmos convertidos em farrapos extravagantes que servem de recheio para a sociedade descomposta que hoje formamos entre todos.

Um de nossos cerimoniais nos fala sobre essas coisas da seguinte maneira, referindo-se ao perdão que muitas vezes Ela, Devi-Kundalini, nos concedeu, vejamos:

«Muito tenho perdoado ao pecador. Às vezes este foi julgado pelos Juízes da Justiça Celestial, mas eu o perdoei. Houve instantes em que me afastei dos Tribunais para não ser pisoteada pelos Senhores da Lei da Katância. Faz-me sofrer demasiado o filho pecador».

«AMOR É LEI, PORÉM AMOR CONSCIENTE», nos adverte a Gnose de todos os tempos. O amor de nossa Divina Senhora não é complacente com o delito. O verdadeiro AMOR CONSCIENTE vem acompanhado de RIGOR, e quando nós, os humanoides racionais, violamos a lei superior, então somos castigados pela Lei da Katância ─a Lei superior─.

Outra máxima de nossos ensinamentos gnósticos nos adverte: «O filho fiel ama sua Mãe. O filho infiel se esquece de sua Mãe, se extravia e cai no erro…». Esta é a lei para todos os mortais. Lei é lei e a lei se cumpre.

Adiciono agora algumas frases para sua reflexão:

«A lei é a consciência da humanidade».
Concepción Arenal

«As leis conservam seu crédito, não porque sejam justas, mas sim porque são leis».
Montaigne

«Onde acaba a lei começa a tirania».
Chatam

«O que as leis não evitam pode evitá-lo a honradez».
Séneca

«As leis são os soberanos dos soberanos».
Luis XIII

SEMPER FIDELIS.
─”SEMPRE FIEIS”─.

KWEN KHAN KHU