Mui queridos amigos e amigas:
Vos faço chegar o vigésimo emblema do livro escrito por Jacob Bornitz ─1560-1625─ e que faz parte da obra intitulada Emblematum Sacrorum et civilium miscellaneorum, ‘Diversos emblemas sagrados e civis’.
Esta gravura leva por título…
…FINITUM PRODUCIT INFINITUM
─‘O finito produz o infinito’─

Um texto em latim:
Innumeros numerus numeros numerabilis edit; Cantio ceu miris fert variata modis.
Tradução: ‘O número contável gera incontáveis números; como o canto produz coisas variadas de admiráveis melodias’.
A frase latina nos diz algo que a Gnose sempre enfatizou. Sem dúvida alguma, nos mundos criados está subjacente a semente originária da própria criação. Deste modo, aquilo que o V.M. Samael chamou de iliáster é, no fundo, o próprio germe de tudo que foi criado. Portanto, podemos deduzir que das coisas criadas brotarão mais e mais formas que passarão a fazer parte do Todo.
Dessa forma, é fácil deduzir que do número contável se gerarão outros números que poderiam ser infinitos. Certamente, se pensarmos em nossa Mônada original, podemos entender e compreender que, ainda que aparentemente para nós seja uma crua realidade nas possibilidades da mesma, segundo o que nos narra a Gnose, uma vez que Ela esteja autorrealizada poderá se multiplicar e se converter em algo infinito, depois de haver conquistado os estados de «Estrutura Solar» e «Estrutura Galáctica» para se aproximar do estado de «Estrutura Infinita».
Por isso Pitágoras assegurava que o número era sagrado e infinito e não aceitava em sua escola aqueles que não conhecessem os fundamentos das matemáticas e da música. Ambas as ciências participam das oitavas. Por essa razão, uma música qualquer pode perfeitamente ir sendo conduzida de nota em nota até fazê-la ressoar em oitavas imperceptíveis para os ouvidos humanos. Da mesma maneira, se começarmos a contar a partir do ZERO, poderíamos chegar até a cifra infinita.
A figura central de nossa gravura nos mostra claramente o que estamos comentando aqui. Podemos ver um pano sobre o qual estão escritas notas musicais, nos dando a entender que a base da criação reside nas mesmas e nas oitavas que podemos apreciar. Este é um dos mistérios que envolvem o próprio THEOMEGALOGOS.
Recordemos que uma das chaves para nos provocar a saída em corpo astral é justamente o SOM NIRIUNOSSIANO. Este som nos conecta com as vibrações que existem no mundo astral e essas vibrações põem em ação os átomos energéticos de nosso veículo astral, provocando que nos encontremos nessa atmosfera sutil das dimensões superiores em um momento determinado…
Entrego-lhes agora algumas frases para a reflexão:
«A música é a conquista da civilização sobre a barbárie, porque é um idioma universal».
Fúster y Arnaldo
«A música é como uma língua universal que canta harmoniosamente todas as sensações da vida».
Molière
«A música constitui uma revelação mais alta que nenhuma filosofia».
Beethoven
«A música é a essência da ordem e eleva todas as almas para o bom, o justo e o belo. Deve ser para a alma o que a ginastica é para o corpo».
Platón
«A música é a voz do infinito».
Campoamor
NON PLUS ULTRA
─‘No mais além’─
KWEN KHAN KHU