{"id":45010,"date":"2026-05-29T15:35:26","date_gmt":"2026-05-29T18:35:26","guid":{"rendered":"https:\/\/vopus.org\/?p=45010"},"modified":"2026-05-29T15:35:39","modified_gmt":"2026-05-29T18:35:39","slug":"a-arte-hermetica-e-desprezada-em-nossa-epoca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/vopus.org\/pt-br\/a-arte-hermetica-e-desprezada-em-nossa-epoca\/","title":{"rendered":"&#8220;Ars nostro spernitur \u00e6vo&#8221; (A arte [herm\u00e9tica) \u00e9 desprezada em nossa \u00e9poca)"},"content":{"rendered":"\n<p>Mui amados\/as amigos\/as:<\/p>\n\n<p>Esta \u00e9 a nona gravura da cole\u00e7\u00e3o de Daniel Meisner.<\/p>\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" width=\"960\" height=\"689\" src=\"https:\/\/vopus.org\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/el-arte-hermetico-es-despreciado-en-nuestra-epoca-daniel-meisner-960x689.jpg\" alt=\"&quot;Ars nostro spernitur &#xE6;vo&quot; (A arte [herm&#xE9;tica] &#xE9; desprezada em nossa &#xE9;poca), Daniel Meisner\" class=\"wp-image-44971\" title=\"A arte (herm&#xE9;tica) &#xE9; desprezada em nossa &#xE9;poca, Daniel Meisner\" srcset=\"https:\/\/vopus.org\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/el-arte-hermetico-es-despreciado-en-nuestra-epoca-daniel-meisner-960x689.jpg 960w, https:\/\/vopus.org\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/el-arte-hermetico-es-despreciado-en-nuestra-epoca-daniel-meisner-480x344.jpg 480w, https:\/\/vopus.org\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/el-arte-hermetico-es-despreciado-en-nuestra-epoca-daniel-meisner-768x551.jpg 768w, https:\/\/vopus.org\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/el-arte-hermetico-es-despreciado-en-nuestra-epoca-daniel-meisner.jpg 1298w\" sizes=\"(max-width: 960px) 100vw, 960px\" \/><\/figure>\n\n<p><strong><em>ARS NOSTRO SPERNITUR \u00c6VO<\/em><\/strong> \u00e9 seu t\u00edtulo e se traduz como \u201cA arte (herm\u00e9tica) \u00e9 desprezada em nossa \u00e9poca\u201d.<\/p>\n\n<p>A figura central \u00e9 um homem anci\u00e3o, um erudito ou artista, caminhando e levando nas costas uma enorme cesta cheia de instrumentos e ferramentas: um compasso, um esquadro, uma r\u00e9gua, um instrumento astron\u00f4mico antigo que se assemelha a uma cruz e que serve para calcular a dist\u00e2ncia entre dois corpos celestes, um globo terrestre, etc., etc.<\/p>\n\n<p>Na faixa pendurada se l\u00ea: <strong><em>VIRES ACQVIRIT EVNDO<\/em><\/strong>, o qual significa \u201cAdquire for\u00e7as ao andar\u201d; o sujeito da frase deve ser o peregrino que estuda os mist\u00e9rios das estrelas.<\/p>\n\n<p>A seus p\u00e9s h\u00e1 uma pedra de moinho e uma fonte, e como fundo tem a imagem da cidade de Oppenheim, Alemanha. A pedra de moinho faz refer\u00eancia \u00e0 Pedra Filosofal, esta \u00e9 a raz\u00e3o pela qual est\u00e1 perto da fonte de \u00e1gua que lhe \u00e9 pr\u00f3xima.<\/p>\n\n<p>Uma tradu\u00e7\u00e3o do texto em alem\u00e3o antigo: \u201cIsto \u00e9 certamente uma grande honra, mas hoje em dia n\u00e3o se tem muito respeito. Onde h\u00e1 muitas pessoas muito cultas, e onde as artes liberais s\u00e3o praticadas com finura\u201d.<\/p>\n\n<p>As palavras em latim e sua tradu\u00e7\u00e3o:<\/p>\n\n<pre class=\"wp-block-preformatted\"><em>Gloria vera haec est; sed nostro spernitur aevo; Aret ubi Clarius, Phocidas unda, latex.<\/em><\/pre>\n\n<p>\u201cEsta \u00e9 a verdadeira gl\u00f3ria, mas em nosso tempo \u00e9 desprezada. A \u00e1gua corrente, o l\u00edquido \u00e9 consumido onde est\u00e1 Clarius \u2500Apolo\u2500, o F\u00f3cido\u201d.<\/p>\n\n<p>Aqui \u00e9 necess\u00e1rio explicar duas coisas:<\/p>\n\n<p>A primeira \u00e9 que a palavra <em>F\u00f3cido<\/em> n\u00e3o existe. Tamb\u00e9m poderia ser <em>f\u00f3cidos<\/em>, mas \u00e9 uma \u00e1rvore, um tipo de pereira, que n\u00e3o tem nenhuma rela\u00e7\u00e3o com o texto. Embora gramaticalmente n\u00e3o seja correto, a \u00fanica l\u00f3gica \u00e9 que se refira \u00e0 regi\u00e3o da F\u00f3cida, onde se encontrava o santu\u00e1rio de Delfos, consagrado a Apolo. <em>Clarius<\/em> \u00e9 um atributo de Apolo, que era venerado em uma cidade da J\u00f4nia. Ent\u00e3o, se faz refer\u00eancia a dois dos maiores santu\u00e1rios apol\u00edneos do mundo antigo.<\/p>\n\n<p>A segunda coisa a notar \u00e9 que a palavra <em>latex<\/em> significa muitas coisas: \u00e1gua, vinho, azeite, leite, qualquer bebida ou l\u00edquido em geral. \u00c9 claro que se refere ao l\u00edquido mercurial.<\/p>\n\n<p>O verbo <em>areo<\/em> significa \u201cconsumir-se\u201d, \u201ctornar-se \u00e1rido\u201d, \u201csecar-se\u201d. Quando nosso Merc\u00fario cristaliza em nossa anatomia oculta, ent\u00e3o ficam fabricados nossos ve\u00edculos internos.<\/p>\n\n<p>Portanto, o sentido geral \u00e9 que o Merc\u00fario \u00e9 consumido, secado at\u00e9 onde se encontra o culto ao deus Apolo, s\u00edmbolo de Cristo, pois uma vez fabricada a PEDRA FILOSOFAL estaremos muito perto do Cristo \u00edntimo e, portanto, muito provavelmente nosso trabalho transmutat\u00f3rio ficar\u00e1 relegado a um segundo plano. Este \u00e9 o sinal segundo o qual o conhecimento da arte herm\u00e9tica j\u00e1 era desprezado, lamentavelmente, at\u00e9 mesmo onde deveriam encontrar-se as pessoas mais s\u00e1bias, o que mant\u00e9m plena concord\u00e2ncia com a frase em alem\u00e3o antigo. A erudi\u00e7\u00e3o de nossos dias se relaciona com o intelectualismo v\u00e3o e ins\u00edpido em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s coisas do Esp\u00edrito.<\/p>\n\n<p>Esta gravura nos introduz em uma reflex\u00e3o interessante, e \u00e9 que se j\u00e1 naqueles tempos \u2500anos 1500, 1600 e 1700\u2500 todo o relacionado com a ARTE TRANSMUTAT\u00d3RIA era desprezado pelas multid\u00f5es e as pessoas apenas come\u00e7avam a se interessar pela erudi\u00e7\u00e3o intelectual, pois \u00e9 apenas normal que em nossos dias esse desprezo tenha se acentuado ainda mais em nossa sociedade. Da\u00ed que a Branca Irmandade considere na atualidade que o g\u00eanero de human\u00f3ides j\u00e1 n\u00e3o merece que lhe sejam abertas as portas da libera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n<p>Entrego-lhes algumas frases para a sua reflex\u00e3o:<\/p>\n\n<p><strong><em>\u00abNunca se cansa o que confia\u00bb<\/em><\/strong>.<br \/>Quevedo<\/p>\n\n<p><strong><em>\u00abA f\u00e9 consiste em aceitar as afirma\u00e7\u00f5es da alma, e a aus\u00eancia de f\u00e9 em neg\u00e1-las<\/em><\/strong><strong><em>\u00bb<\/em><\/strong>.<br \/>Emerson<\/p>\n\n<p><strong><em>\u00abN\u00e3o h\u00e1 pessoa s\u00e1bia sem f\u00e9\u00bb<\/em><\/strong>.<br \/>Tertuliano<\/p>\n\n<p><strong><em>\u00abDeixa o que segue aos Deuses\u00bb<\/em><\/strong>.<br \/>Hor\u00e1cio<\/p>\n\n<p><strong><em>\u00abOs homens s\u00e3o capazes de obrar milagres quando t\u00eam f\u00e9\u00bb<\/em><\/strong>.<br \/>Carlyle<\/p>\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><strong><em>GLADIUS DEI<\/em><\/strong>.<br \/>\u2500 &#8220;A espada de Deus&#8221; \u2500.<\/p>\n\n<p><strong>KWEN KHAN KHU<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A figura central \u00e9 um homem anci\u00e3o, um erudito ou artista, caminhando e levando nas costas uma enorme cesta cheia de instrumentos e ferramentas: um compasso, um esquadro, uma r\u00e9gua, um instrumento astron\u00f4mico antigo que se assemelha a uma cruz e que serve para calcular a dist\u00e2ncia entre dois corpos celestes, um globo terrestre, etc., etc.<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":44994,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[480,164,468],"tags":[1748,1034,1124,1488,1674,1734],"contenido":[274],"fuente":[49],"pilar":[],"fase":[],"conferencia":[],"read_online":[],"author_tax":[325],"class_list":["post-45010","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-simbolos-universais","category-alquimia-pt-br","category-mensagens-vm-kwen-khan-khu","tag-hermetismo","tag-alquimia-pt-br","tag-gravuras","tag-mercurio","tag-apolo","tag-daniel-meisner","contenido-artigos","fuente-maestro","author_tax-v-m-kwen-khan-khu-pt-br"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/vopus.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/45010","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/vopus.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/vopus.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/vopus.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/vopus.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=45010"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/vopus.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/45010\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":45013,"href":"https:\/\/vopus.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/45010\/revisions\/45013"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/vopus.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media\/44994"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/vopus.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=45010"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/vopus.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=45010"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/vopus.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=45010"},{"taxonomy":"contenido","embeddable":true,"href":"https:\/\/vopus.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/contenido?post=45010"},{"taxonomy":"fuente","embeddable":true,"href":"https:\/\/vopus.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/fuente?post=45010"},{"taxonomy":"pilar","embeddable":true,"href":"https:\/\/vopus.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/pilar?post=45010"},{"taxonomy":"fase","embeddable":true,"href":"https:\/\/vopus.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/fase?post=45010"},{"taxonomy":"conferencia","embeddable":true,"href":"https:\/\/vopus.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/conferencia?post=45010"},{"taxonomy":"read_online","embeddable":true,"href":"https:\/\/vopus.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/read_online?post=45010"},{"taxonomy":"author_tax","embeddable":true,"href":"https:\/\/vopus.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/author_tax?post=45010"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}