{"id":45008,"date":"2026-05-30T01:10:08","date_gmt":"2026-05-30T04:10:08","guid":{"rendered":"https:\/\/vopus.org\/?p=45008"},"modified":"2026-05-30T01:10:15","modified_gmt":"2026-05-30T04:10:15","slug":"aquele-que-ensina-bem","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/vopus.org\/pt-br\/aquele-que-ensina-bem\/","title":{"rendered":"&#8220;Qvi ben\u00e8 docet&#8221; (Aquele que ensina bem)"},"content":{"rendered":"\n<p>Estimados leitores e leitoras:<\/p>\n\n<p>Estamos lhes enviando uma gravura do mesmo livro <em>Thesaurus Philo-Politicus<\/em>, publicado a partir do ano 1623 pelo poeta Daniel Meisner \u25001585-1625\u2500 e pelo ilustrador e editor Eberhard Kieser.<\/p>\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" width=\"960\" height=\"651\" src=\"https:\/\/vopus.org\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/qvi-bene-docet-daniel-meisner-1-960x651.jpg\" alt=\"Aquele que ensina bem, mas vive mal, Daniel Meisner\" class=\"wp-image-44939\" srcset=\"https:\/\/vopus.org\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/qvi-bene-docet-daniel-meisner-1-960x651.jpg 960w, https:\/\/vopus.org\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/qvi-bene-docet-daniel-meisner-1-480x326.jpg 480w, https:\/\/vopus.org\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/qvi-bene-docet-daniel-meisner-1-768x521.jpg 768w, https:\/\/vopus.org\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/qvi-bene-docet-daniel-meisner-1-455x309.jpg 455w, https:\/\/vopus.org\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/qvi-bene-docet-daniel-meisner-1-286x194.jpg 286w, https:\/\/vopus.org\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/qvi-bene-docet-daniel-meisner-1-195x132.jpg 195w, https:\/\/vopus.org\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/qvi-bene-docet-daniel-meisner-1.jpg 1296w\" sizes=\"(max-width: 960px) 100vw, 960px\" \/><\/figure>\n\n<p>Tem como t\u00edtulo em latim <strong><em>Qvi bene docet, et male vivit, qvod vna manv dat, altera rapit<\/em><\/strong>. Ao p\u00e9 da imagem aparece o texto:<em><strong> Qui bene Christicolas docet, et male vixerit, ille est, Cujus dextra manvs datq[ue], sinistra rapit<\/strong>.<\/em><\/p>\n\n<p>Ambos os textos se traduzem como: \u201cAquele que ensina bem (aos crist\u00e3os), mas vive mal (leva uma vida m\u00e1, malvada e perversa)\u201d. O texto em alem\u00e3o antigo diz o mesmo: \u201cO que com uma m\u00e3o d\u00e1, com a outra toma\u201d.<\/p>\n\n<p>Tendo como fundo a cidade de L\u00fcbeck \u2500no norte da Alemanha\u2500, um homem vestido com roupas de cl\u00e9rigo ou erudito parece realizar um ato de caridade para com um mendigo, mas enquanto com a m\u00e3o direita d\u00e1, com a outra recolhe o que deu.<\/p>\n\n<p>Amigos e amigas, esta ilustra\u00e7\u00e3o que nos mostra esta gravura nos indica a nefasta presen\u00e7a do <strong>agregado psicol\u00f3gico do ego\u00edsmo e da avareza<\/strong> em nossa anatomia ps\u00edquica.<\/p>\n\n<p>Em nosso mundo atual, esse agregado psicol\u00f3gico est\u00e1 muito presente e \u00e9 muito f\u00e1cil perceb\u00ea-lo em nossa sociedade. O mais lament\u00e1vel \u00e9 que essa malforma\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica se veja representada nos atos de muitos cl\u00e9rigos de nossos dias, que, em troca de prometer uma \u00abparcela no c\u00e9u\u00bb depois da morte, ficam com as propriedades daqueles sinceros crist\u00e3os que praticaram essa f\u00e9 ao longo de suas vidas. A isso chamaram em seu tempo de \u00abindulg\u00eancias divinas!\u00bb.<\/p>\n\n<p>Indubitavelmente, isso \u00e9 uma piada de muito mau gosto, um engano repleto de maldade, pois, em tal caso, estamos brincando com as boas inten\u00e7\u00f5es do ofendido, que, em sua boa f\u00e9, pensa que, al\u00e9m de ter todos os seus pecados perdoados, uma vez morto ser\u00e1 recebido pela divindade, que o colocar\u00e1 em regi\u00f5es paradis\u00edacas por toda a eternidade. Este \u00e9 o mesmo conto de muitas outras religi\u00f5es que prometem aos seus seguidores, depois de sua morte, ser recebidos por belas donzelas em meio a um clima de beleza inigual\u00e1vel tamb\u00e9m por toda a eternidade.<\/p>\n\n<p>Por que enganar as multid\u00f5es com essas artimanhas? Por que prometer a paz dos c\u00e9us \u00e0s almas perdidas se durante suas vidas se dedicaram a fazer o mal? Acaso Deus \u00e9 cego, ignorante ou est\u00fapido para acreditar nessas farsas de n\u00f3s, os humanoides? Por que brincamos com os textos sagrados adulterando suas frases originais? Enigmas, enigm\u00e1ticos, enigmas\u2026!<\/p>\n\n<p>A mentalidade do humanoide atual \u00e9 <strong>maliciosa por excel\u00eancia<\/strong>, e isso leva os cl\u00e9rigos e n\u00e3o cl\u00e9rigos a pretender que podem enganar a justi\u00e7a DIVINA. Isso tamb\u00e9m nos leva a acreditar que o <strong>inferno e o carma<\/strong> n\u00e3o existem. J\u00e1 houve papas que negaram a exist\u00eancia das infradimens\u00f5es alegando que ditos infernos s\u00e3o simplesmente estados de desordem ps\u00edquica que fomos acumulando em nossas vidas. Com essas afirma\u00e7\u00f5es, os \u00abservidores de Deus\u00bb lavam as m\u00e3os.<\/p>\n\n<p><strong>Este \u00e9 o c\u00famulo dos c\u00famulos!<\/strong> E a afirma\u00e7\u00e3o de uma ignor\u00e2ncia <strong>pura e dura<\/strong>.<\/p>\n\n<p>A armadilha do ego\u00edsmo e da avareza tem muitas roupagens para apresentar-se ante as multid\u00f5es. Em nosso mundo, hoje em dia, existem muitas organiza\u00e7\u00f5es que, em troca de atender dos anci\u00f5es em lugares supostamente especializados em proporcionar bem-estar aos mesmos, por outro lado est\u00e3o lhes roubando, com muitas escusas, seu patrim\u00f4nio, seus bens, suas propriedades, etc., etc., etc., tudo justificado com o bom atendimento humano dos enfermos terminais.<\/p>\n\n<p>Este tipo de neg\u00f3cios se espalhou por muitos lugares de nosso planeta, sobre tudo naqueles pa\u00edses que chamamos de<strong> \u00abcivilizados\u00bb&#8230;<\/strong><\/p>\n\n<p>Entrego-lhes agora algumas frases para a reflex\u00e3o:<\/p>\n\n<p><strong><em>\u00abOs avarentos acumulam como se fossem viver eternamente, e os pr\u00f3digos dissipam o mesmo como se fossem morrer\u00bb. <\/em><\/strong>Arist\u00f3teles<\/p>\n\n<p><strong><em>\u00abA avareza \u00e9 corruptora da felicidade, da honestidade e de todas as demais virtudes\u00bb. <\/em><\/strong>Sal\u00fastio<\/p>\n\n<p><strong><em>\u00abA avareza \u00e9 como a chama, cuja viol\u00eancia aumenta em propor\u00e7\u00e3o o inc\u00eandio que se produz\u00bb.<\/em><\/strong><br \/>S\u00eaneca<\/p>\n\n<p><strong><em>\u00abA avareza \u00e9 o desejo de acumular, seja em gr\u00e3os, seja em m\u00f3veis, seja em fundos ou seja em curiosidades. Havia avarentos antes da inven\u00e7\u00e3o do ouro\u00bb.<\/em><\/strong><br \/>Voltaire<\/p>\n\n<p><strong><em>\u00abA avareza arrebata dos demais o que nega a si mesma\u00bb.<\/em><\/strong><br \/>S\u00eaneca<\/p>\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><strong><em>ABYSSUS ABYSSUM INVOCAT.<\/em><\/strong><br \/>\u2500 \u201cUm abismo chama outro abismo\u201d \u2500.<\/p>\n\n<p><strong>KWEN KHAN KHU<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Amigos e amigas, esta ilustra\u00e7\u00e3o que nos mostra esta gravura nos indica a nefasta presen\u00e7a do agregado psicol\u00f3gico do ego\u00edsmo e da avareza em nossa anatomia ps\u00edquica.<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":44920,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[480,134,468],"tags":[1124,1734],"contenido":[274],"fuente":[49],"pilar":[],"fase":[],"conferencia":[],"read_online":[],"author_tax":[325],"class_list":["post-45008","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-simbolos-universais","category-psicologia-pt-br","category-mensagens-vm-kwen-khan-khu","tag-gravuras","tag-daniel-meisner","contenido-artigos","fuente-maestro","author_tax-v-m-kwen-khan-khu-pt-br"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/vopus.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/45008","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/vopus.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/vopus.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/vopus.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/vopus.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=45008"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/vopus.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/45008\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":45017,"href":"https:\/\/vopus.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/45008\/revisions\/45017"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/vopus.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media\/44920"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/vopus.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=45008"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/vopus.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=45008"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/vopus.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=45008"},{"taxonomy":"contenido","embeddable":true,"href":"https:\/\/vopus.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/contenido?post=45008"},{"taxonomy":"fuente","embeddable":true,"href":"https:\/\/vopus.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/fuente?post=45008"},{"taxonomy":"pilar","embeddable":true,"href":"https:\/\/vopus.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/pilar?post=45008"},{"taxonomy":"fase","embeddable":true,"href":"https:\/\/vopus.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/fase?post=45008"},{"taxonomy":"conferencia","embeddable":true,"href":"https:\/\/vopus.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/conferencia?post=45008"},{"taxonomy":"read_online","embeddable":true,"href":"https:\/\/vopus.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/read_online?post=45008"},{"taxonomy":"author_tax","embeddable":true,"href":"https:\/\/vopus.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/author_tax?post=45008"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}