{"id":44847,"date":"2026-05-08T08:30:10","date_gmt":"2026-05-08T11:30:10","guid":{"rendered":"https:\/\/vopus.org\/?p=44847"},"modified":"2026-05-08T08:30:15","modified_gmt":"2026-05-08T11:30:15","slug":"o-homem-e-mais-feroz-que-a-besta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/vopus.org\/pt-br\/o-homem-e-mais-feroz-que-a-besta\/","title":{"rendered":"&#8220;Homo interdum asperior fera&#8221; (O homem \u00e9 mais feroz que a besta)"},"content":{"rendered":"\n<p>Mui queridos leitores\/as:<\/p>\n\n<p>A presente gravura pertence ao mesmo livro <em>Thesaurus Philo-Politicus<\/em> publicado a partir do ano 1623 pelo poeta Daniel Meisner \u25001585-1625\u2500 e pelo ilustrador e editor Eberhard Kieser \u25001583-1631\u2500.<\/p>\n\n<p>O t\u00edtulo da gravura \u00e9 o seguinte:<\/p>\n\n<h2 class=\"wp-block-heading has-text-align-center\" id=\"h-homo-interdum-asperior-fera-el-hombre-es-mas-feroz-que-la-bestia\"><strong><em>HOMO INTERDUM ASPERIOR FERA<\/em><\/strong><br \/>\u2500 &#8220;O homem \u00e9 mais feroz que a besta&#8221; \u2500<\/h2>\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" width=\"960\" height=\"647\" src=\"https:\/\/vopus.org\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/el-hombre-es-mas-feroz-que-la-bestia-daniel-meisner-960x647.jpg\" alt=\"O homem &#xE9; mais feroz que a besta, Daniel Meisner\" class=\"wp-image-44770\" title=\"O homem &#xE9; mais feroz que a besta, Daniel Meisner\" srcset=\"https:\/\/vopus.org\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/el-hombre-es-mas-feroz-que-la-bestia-daniel-meisner-960x647.jpg 960w, https:\/\/vopus.org\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/el-hombre-es-mas-feroz-que-la-bestia-daniel-meisner-480x323.jpg 480w, https:\/\/vopus.org\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/el-hombre-es-mas-feroz-que-la-bestia-daniel-meisner-768x518.jpg 768w, https:\/\/vopus.org\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/el-hombre-es-mas-feroz-que-la-bestia-daniel-meisner.jpg 999w\" sizes=\"(max-width: 960px) 100vw, 960px\" \/><\/figure>\n\n<p>O texto em latim nos diz:<\/p>\n\n<pre class=\"wp-block-preformatted\">Ingrato quisquis despreverit ore magistros, Trux magis immiti est asperior (que) fera.<\/pre>\n\n<p>Tradu\u00e7\u00e3o: <strong>&#8220;Qualquer um que com boca ingrata despreze seus mestres \u00e9 mais feroz e cruel que uma besta selvagem&#8221;<\/strong>.<\/p>\n\n<p>Ao fundo vemos a cidade fortificada de Rodes, na Gr\u00e9cia. Em primeiro plano, um homem com uma serpente saindo de sua boca est\u00e1 sentado com indiferen\u00e7a sobre um crocodilo que devora outro ser humano.<\/p>\n\n<p><strong>O que se quer nos dizer com esta gravura?<\/strong><\/p>\n\n<p>Certamente, amigos\/as, o Gnosticismo contempor\u00e2neo, expresso pelo V.M. Samael Aun Weor, nos disse em muitas ocasi\u00f5es atrav\u00e9s de suas obras que o Homem Real n\u00e3o existe sobre a face da Terra; que aquilo que existe \u00e9, lamentavelmente, uma ra\u00e7a de <strong>human\u00f3ides<\/strong> parecidos com o homem mas com uma estrutura realmente de animais. Isso verificamos ao longo da hist\u00f3ria da nossa falsamente chamada humanidade.<\/p>\n\n<p>Toda a nossa hist\u00f3ria est\u00e1 impregnada de cap\u00edtulos referentes a a\u00e7\u00f5es nas quais o chamado ser humano sempre aparece mostrado com atitudes pr\u00f3prias de muitos animais ferozes da natureza e, para o c\u00famulo, invadido por uma <strong>indiferen\u00e7a<\/strong> absolutamente espantosa em rela\u00e7\u00e3o aos seus atos e a tudo o que o rodeia.<\/p>\n\n<p>De nada serviram as in\u00fameras cita\u00e7\u00f5es dos grandes fil\u00f3sofos gregos e daqueles outros fil\u00f3sofos orientais, leia-se: Conf\u00facio, Lao-Ts\u00e9, Buda Sidarta Gautama Sakyamuni, etc., etc.<\/p>\n\n<p>As m\u00e1ximas desses <strong>verdadeiros Homens<\/strong> foram esquecidas com o passar dos s\u00e9culos e hoje s\u00e3o absolutamente ignoradas pelas multid\u00f5es. Em seu lugar, as massas sociais do norte, do sul, do leste e do oeste preferiram cobrir-se,\u00a0 abrigar-se com o mau uso do verbo sem se importarem com a condi\u00e7\u00e3o social que ocupassem.<\/p>\n\n<p>Nesta tarefa desempenhou um papel muito importante, obviamente, o nosso EGO ANIMAL, que manipulou o nosso verbo de mil maneiras atrozes, empurrando a todos n\u00f3s, lamentavelmente, pelos caminhos da INGRATID\u00c3O e da INVEJA, que fazem parte da nossa anatomia psicol\u00f3gica desordenada.<\/p>\n\n<p>Por esse motivo, nosso presidente fundador sempre enfatizava: \u00abNietzsche sempre acreditou que o homem existia, por\u00e9m se equivocou. O homem n\u00e3o existe, h\u00e1 necessidade de cri\u00e1-lo dentro de n\u00f3s. O que existe hoje em dia s\u00e3o <strong>animais intelectuais ou mam\u00edferos racionais\u00bb<\/strong>&#8230;&#8230;..<\/p>\n\n<p>Isto ficou demonstrado at\u00e9 a saciedade com a pervers\u00e3o que experimentamos em todo o mundo com o advento da Primeira Guerra Mundial, da Segunda Guerra Mundial e seguimos esperando uma Terceira Guerra Mundial, depois da qual nossa falsa humanidade ficar\u00e1 reduzida ao uso de flechas e de pedras, tal como afirmou Einstein em um de seus discursos&#8230;&#8230;<\/p>\n\n<p><strong>A ingratid\u00e3o, a inveja e a indiferen\u00e7a<\/strong> puseram claramente em evid\u00eancia a condi\u00e7\u00e3o psicol\u00f3gica do pseudo-homem de nossos tempos. Nunca soubemos agradecer os enormes sacrif\u00edcios realizados por aqueles gigantes da filosofia e da religi\u00e3o. Tudo foi em v\u00e3o, paciente leitor, absolutamente tudo. A vida de nossos dias se move com base em interesses maquiav\u00e9licos que resultam \u00e0s vezes\u00a0 inconceb\u00edveis. Ficamos desprovidos de humanismo e de caridade, e isso nos fez indiferentes \u00e0 dor de nossos semelhantes. Em seu lugar, nosso psiquismo ficou engarrafado na INGRATID\u00c3O de toda \u00edndole. Isso \u00e9 grav\u00edssimo.<\/p>\n\n<p>Envio-lhes algumas frases para a reflex\u00e3o:<\/p>\n\n<p><strong><em>\u00abA miseric\u00f3rdia e a verdade andam juntas: s\u00e3o o beijo da justi\u00e7a e da paz\u00bb.<\/em><\/strong><br \/>A Biblia, Salmos<\/p>\n\n<p><strong><em>\u00abSe acaso dobrares a vara da justi\u00e7a, que n\u00e3o seja pelo peso da d\u00e1diva, mas pelo da miseric\u00f3rdia\u00bb.<\/em><\/strong><br \/>Cervantes<\/p>\n\n<p><strong><em>\u00abPorque ainda que todos os atributos de Deus sejam iguais, mais resplandece e se manifesta ao nosso ver o da miseric\u00f3rdia\u00bb.<\/em><\/strong><br \/>Cervantes<\/p>\n\n<p><strong><em>\u00abBem-aventurados os misericordiosos, porque eles obter\u00e3o miseric\u00f3rdia\u00bb.<\/em><\/strong><br \/>Evangelho segundo S\u00e3o Mateus<\/p>\n\n<p><strong><em>\u00abA miseric\u00f3rdia \u00e9 uma parte integrante da justi\u00e7a\u00bb.<\/em><\/strong><br \/>Bossuet<\/p>\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><strong><em>NON PLUS ULTRA.<\/em><\/strong><br \/>\u2500 &#8220;Nada mais al\u00e9m&#8221; \u2500.<\/p>\n\n<p><strong>KWEN KHAN KHU<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A presente gravura pertence ao mesmo livro Thesaurus Philo-Politicus publicado a partir do ano 1623 pelo poeta Daniel Meisner e pelo ilustrador e editor Eberhard Kieser.<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":44762,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[1722,480,468],"tags":[1123,1124,1734],"contenido":[274],"fuente":[],"pilar":[],"fase":[],"conferencia":[],"read_online":[],"author_tax":[325],"class_list":["post-44847","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-filosofia","category-simbolos-universais","category-mensagens-vm-kwen-khan-khu","tag-simbolos-universais","tag-gravuras","tag-daniel-meisner","contenido-artigos","author_tax-v-m-kwen-khan-khu-pt-br"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/vopus.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/44847","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/vopus.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/vopus.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/vopus.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/vopus.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=44847"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/vopus.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/44847\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":44850,"href":"https:\/\/vopus.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/44847\/revisions\/44850"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/vopus.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media\/44762"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/vopus.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=44847"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/vopus.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=44847"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/vopus.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=44847"},{"taxonomy":"contenido","embeddable":true,"href":"https:\/\/vopus.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/contenido?post=44847"},{"taxonomy":"fuente","embeddable":true,"href":"https:\/\/vopus.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/fuente?post=44847"},{"taxonomy":"pilar","embeddable":true,"href":"https:\/\/vopus.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/pilar?post=44847"},{"taxonomy":"fase","embeddable":true,"href":"https:\/\/vopus.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/fase?post=44847"},{"taxonomy":"conferencia","embeddable":true,"href":"https:\/\/vopus.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/conferencia?post=44847"},{"taxonomy":"read_online","embeddable":true,"href":"https:\/\/vopus.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/read_online?post=44847"},{"taxonomy":"author_tax","embeddable":true,"href":"https:\/\/vopus.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/author_tax?post=44847"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}