{"id":44835,"date":"2026-05-06T17:13:52","date_gmt":"2026-05-06T20:13:52","guid":{"rendered":"https:\/\/vopus.org\/?p=44835"},"modified":"2026-05-06T17:13:56","modified_gmt":"2026-05-06T20:13:56","slug":"considera-o-que-a-quem-e-onde-o-dizes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/vopus.org\/pt-br\/considera-o-que-a-quem-e-onde-o-dizes\/","title":{"rendered":"&#8220;Considera cuid, cui et qvo&#8221; (Considera o que [dizes] a quem [o dizes] e onde [est\u00e1s])"},"content":{"rendered":"\n<p>Mui queridos amigos e amigas:<\/p>\n\n<p>Com muita alegria envio-lhes, nesta oportunidade, a seguinte gravura que tem por t\u00edtulo\u2026<\/p>\n\n<h2 class=\"wp-block-heading has-text-align-center\" id=\"h-considera-cuid-cui-et-qvo-considera-que-dices-a-quien-se-lo-dices-y-donde-te-encuentras\"><strong><em>\u2026CONSIDERA, CUID, CUI ET QVO<\/em><\/strong><br \/>\u2500 \u201cConsidera o que (dizes) a quem (o dizes) e onde (est\u00e1s)\u201d \u2500<\/h2>\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" width=\"960\" height=\"676\" src=\"https:\/\/vopus.org\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/considera-cuid-cui-et-qvo-daniel-meisner-960x676.jpg\" alt=\"Considera cuid, cui et qvo, Daniel Meisner\" class=\"wp-image-44648\" title=\"Considera o que (dizes) a quem [o diz] e onde (est&#xE1;s), Daniel Meisner\" srcset=\"https:\/\/vopus.org\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/considera-cuid-cui-et-qvo-daniel-meisner-960x676.jpg 960w, https:\/\/vopus.org\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/considera-cuid-cui-et-qvo-daniel-meisner-480x338.jpg 480w, https:\/\/vopus.org\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/considera-cuid-cui-et-qvo-daniel-meisner-768x541.jpg 768w, https:\/\/vopus.org\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/considera-cuid-cui-et-qvo-daniel-meisner.jpg 986w\" sizes=\"(max-width: 960px) 100vw, 960px\" \/><\/figure>\n\n<p>A presente gravura faz parte de uma vasta e famosa s\u00e9rie de desenhos realizados para o livro <em>Thesaurus Philopoliticus<\/em> \u25001623\u2500. Trata-se de mais de oitocentas reprodu\u00e7\u00f5es de paisagens urbanas \u00e0s quais o poeta alem\u00e3o Daniel Meisner \u25001585-1625\u2500 e o editor Eberhar Kieser \u25001583-1631\u2500 adicionaram uma mensagem e uma imagem simb\u00f3lica.<\/p>\n\n<p>O t\u00edtulo, como j\u00e1 dissemos, \u00e9: <strong><em>CONSIDERA, QUID, CUI ET QUO<\/em><\/strong>, \u201cConsidera o que (dizes), a quem (o dizes) e onde (est\u00e1s)\u201d.<\/p>\n\n<p>O texto em latim ao p\u00e9 do desenho diz: <strong><em>Perpendit sapiens, loquitor, bene, multa priusqu\u00e1m, Quid dicat, cui, quo tempore, quove loco<\/em><\/strong>, \u201cO homem s\u00e1bio pondera cuidadosamente muitas coisas antes de falar: o que diz, a quem, quando e em que lugar\u201d.<\/p>\n\n<p>Estimados\/as leitores\/as, esta gravura est\u00e1 nos fazendo \u00eanfase na necessidade urgente de vigiar o uso do nosso VERBO, tal como milhares de vezes nos assinalou nosso Patriarca: Samael Aun Weor.<\/p>\n\n<p>J\u00e1 dissemos isso anteriormente e o reiteramos novamente: O VERBO E O SEXO S\u00c3O DOIS POLOS DE UMA MESMA JORNADA. Aqueles que jamais cuidaram do uso da palavra, cedo ou tarde involuem, pois o Senhor das Perfei\u00e7\u00f5es n\u00e3o se manifestar\u00e1 jamais atrav\u00e9s de uma garganta putrefata ou repleta de impurezas.<\/p>\n\n<p>Na imagem de nossa gravura podemos apreciar tr\u00eas pessoas em transe de entabular um di\u00e1logo na periferia de uma cidade ou povoado.<\/p>\n\n<p>Recordemos das palavras do ap\u00f3stolo Tiago: \u00ab<em>Observai tamb\u00e9m os navios; ainda que t\u00e3o grandes e levados por impetuosos ventos, s\u00e3o governados com um tim\u00e3o muito pequeno para onde o que os governa quer<\/em>\u00bb. No entanto, por que n\u00e3o somos capazes de controlar esse pequeno m\u00fasculo que chamamos L\u00cdNGUA?<\/p>\n\n<p>Igualmente, n\u00e3o podemos obviar nestas p\u00e1ginas aquelas frases alusivas aos inc\u00eandios que algumas palavras ou discursos podem desencadear. Basta lembrar do Sr. Adolfo Hitler e da hecatombe que ele foi capaz de criar, n\u00e3o s\u00f3 na Alemanha, mas tamb\u00e9m em toda a Europa, simplesmente com seus discursos cheios de \u00f3dio.<\/p>\n\n<p>Como contraste, n\u00f3s sabemos da exist\u00eancia da L\u00cdNGUA DIVINA que se fala entre os Adeptos nos mundos superiores de Consci\u00eancia. Com essa l\u00edngua sagrada poder\u00edamos acalmar vulc\u00f5es destrutivos, deter tormentas, apaziguar furac\u00f5es, etc., etc., etc., sempre e quando tenhamos levado uma vida apartada da fornica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n<p>O grande Iniciado S\u00f3crates sempre enfatizou: \u00abQuando disser algo, certifique-se de que seja verdadeiro, \u00fatil e bom para todos\u00bb.<\/p>\n\n<p>O V.M. Aberamentho fez-se famoso por ter utilizado a palavra para lograr a ressurrei\u00e7\u00e3o de L\u00c1ZARO. Isso se tornou hist\u00f3rico. Recordemos, tamb\u00e9m, do grande legislador MOIS\u00c9S, que abriu as \u00e1guas do Mar Vermelho para conseguir a fuga do povo de Iniciados que o seguia e que fugia das hordas de um fara\u00f3.<\/p>\n\n<p>Nosso pr\u00f3prio Guru nos entregou milhares de mantras para nos relacionarmos com os Elementais da natureza e com os G\u00eanios dos elementos \u2500\u00e1gua, fogo, ar e terra\u2500. Toda a natureza est\u00e1 impregnada de sons, alguns percept\u00edveis e outros impercept\u00edveis; tudo est\u00e1 envolto pelas vibra\u00e7\u00f5es do SOM UNIVERSAL&#8230;<\/p>\n\n<p>O V.M. Fulcanelli nos diz em sua obra <em>AS MORADAS FILOSOFAIS<\/em> o seguinte:<\/p>\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>\u00abEsta palavra de Deus, que \u00e9 o <strong><em>Verbum demissum<\/em><\/strong> do Trevisano e a <strong><em>palavra perdida<\/em><\/strong> dos ma\u00e7ons medievais, designa o segredo material da obra, cuja revela\u00e7\u00e3o constitui o <strong><em>dom de Deus<\/em><\/strong>, e sobre cuja natureza, nome vulgar ou emprego, todos os fil\u00f3sofos conservam um impenetr\u00e1vel sil\u00eancio\u00bb.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n<p>Com as palavras do Adepto Fulcanelli, enfatiza-se a necessidade de lutar para um dia encarnar o \u00abdom de Deus\u00bb, isto \u00e9, a palavra sagrada proveniente do pr\u00f3prio SER.<\/p>\n\n<p>Acrescento, paciente leitor, as palavras do nosso bendito Patriarca Samael Aun Weor, vejamos:<\/p>\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>\u00abVossa palavra deve ser o mais pura poss\u00edvel; palavras vulgares prejudicam os irm\u00e3os. Devemos falar em uma linguagem delicada, deliciosa; cada uma de nossas palavras deve ser harmonia, deve ser paz infinita, deve ser dita inef\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p>As palavras ofensivas, os termos vulgares, os termos mordazes, as palavras de duplo sentido prejudicam os estudantes. O estudante que est\u00e1 trabalhando com o Arcano A.Z.F. deve compreender que a for\u00e7a da sexualidade \u00e9 uma espada de dois gumes, que tanto pode ferir os outros quanto ferir a si mesmo.<\/p>\n\n\n\n<p>O verbo atua sobre as for\u00e7as criadoras, porque o sexo e o verbo se encontram intimamente correlacionados. A for\u00e7a do sexo opera atrav\u00e9s dos \u00f3rg\u00e3os sexuais e atrav\u00e9s da laringe criadora, s\u00e3o duas polaridades do pr\u00f3prio sexo. Assim, pois, que vossas palavras sejam puras, meus caros irm\u00e3os, que vossas palavras sejam imaculadas, cheias de harmonia e de paz.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando a palavra \u00e9 arr\u00edtmica, quando a palavra \u00e9 mordaz, quando a palavra \u00e9 ir\u00f4nica, quando a palavra \u00e9 er\u00f3tica ou de duplo sentido, ent\u00e3o modifica as energias criadoras, transforma-as em poderes tenebrosos, t\u00e2ntricos, horr\u00edveis.<\/p>\n\n\n\n<p>Nunca ensinem o Arcano A.Z.F. com termos vulgares. Quando falarem de Magia Sexual digam \u201co Arcano A.Z.F.\u201d, isso \u00e9 tudo. A palavra \u201cArcano A.Z.F.\u201d \u00e9 mais velada, n\u00e3o \u00e9? E \u00e9 melhor do que dizer \u201cMagia Sexual\u201d, escandaliza menos. \u00c9 prefer\u00edvel dizer \u201co Arcano A.Z.F.\u201d, e quando ensinarem esse Arcano, fa\u00e7am-no com mod\u00e9stia, deixem de lado a vulgaridade.<\/p>\n\n\n\n<p>Os Elohim, os Anjos, os Prajapatis, os Seres inef\u00e1veis falam todos em uma linguagem preciosa, em um verbo de luz inef\u00e1vel. Nenhum Mestre utiliza palavras vulgares.<\/p>\n\n\n\n<p>Nunca falem contra ningu\u00e9m, meus caros irm\u00e3os. Isso de ficar dizendo que o irm\u00e3ozinho tal \u00e9 mago negro, que a irm\u00e3zinha tal \u00e9 feiticeira, que \u00e9 bruxa, que fulano e que sicrano fazem e desfazem, \u00e9 rid\u00edculo! Isso n\u00e3o est\u00e1 bem para voc\u00eas. Voc\u00eas n\u00e3o devem se ocupar da vida alheia, irm\u00e3os, n\u00e3o devem se ocupar da vida privada. Que cada qual viva sua vida como quiser. Voc\u00eas vivam uma vida pura e casta, que o Cristo vir\u00e1 como ladr\u00e3o na noite&#8230; Eliminem o Eu, o Ego; eliminem-no e ver\u00e3o a luz.\u201d<\/p>\n<\/blockquote>\n\n<p>Finalizo convidando-os \u00e0 reflex\u00e3o com as seguintes frases:<\/p>\n\n<p><strong><em>\u00abNada h\u00e1 t\u00e3o dif\u00edcil como conhecer a si mesmo\u00bb. <\/em><\/strong>Tales de Mileto<\/p>\n\n<p><strong><em>\u00abN\u00e3o nos \u00e9 permitido saber tudo<\/em><\/strong><\/p>\n\n<p><strong><em>\u00abNada h\u00e1 de querido se n\u00e3o for conhecido\u00bb.<\/em><\/strong><br \/>Santo Agostinho<\/p>\n\n<p><strong><em>\u00abQuem deseja conhecimento deve se esfor\u00e7ar para adquiri-lo\u00bb.<\/em><\/strong><br \/>Ruskin<\/p>\n\n<p><strong><em>\u00abO conhecimento da pr\u00f3pria imperfei\u00e7\u00e3o \u00e9 perfei\u00e7\u00e3o mui grande \u00bb.<\/em><\/strong><br \/>Frei Diego de Estella<\/p>\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><strong><em>VERBUM EST CODEX.<\/em><\/strong><br \/>\u2500 &#8220;A palavra \u00e9 lei&#8221; \u2500.<\/p>\n\n<p><strong>KWEN KHAN KHU<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A presente gravura faz parte de uma vasta e famosa s\u00e9rie de desenhos realizados para o livro Thesaurus Philopoliticus \u25001623. 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