{"id":43966,"date":"2026-03-22T23:43:33","date_gmt":"2026-03-23T02:43:33","guid":{"rendered":"https:\/\/vopus.org\/?p=43966"},"modified":"2026-03-24T07:38:45","modified_gmt":"2026-03-24T10:38:45","slug":"por-que-uma-raiz-no-meio-do-coracao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/vopus.org\/pt-br\/por-que-uma-raiz-no-meio-do-coracao\/","title":{"rendered":"&#8220;Cur cordis medio radix&#8221; (Por que uma raiz no meio do cora\u00e7\u00e3o?)"},"content":{"rendered":"\n<p>Mui queridos amigos\/as leitores\/as<\/p>\n\n<p>Envio-lhes mediante a presente uma gravura que tem por t\u00edtulo\u2026<\/p>\n\n<h2 class=\"wp-block-heading has-text-align-center\"><em>\u2026CUR CORDIS MEDIO RADIX<\/em><br \/>\u2500&#8221;Por que uma raiz no meio do cora\u00e7\u00e3o?&#8221;\u2500<\/h2>\n\n<p>Esta gravura \u00e9 o emblema 97 do livro <em>Morosophie<\/em> \u25001553\u2500, escrito por Guillaume la Perriere \u25001499-1554\u2500, um humanista e escritor franc\u00eas.<\/p>\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-medium\"><img decoding=\"async\" width=\"480\" height=\"646\" src=\"https:\/\/vopus.org\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/cur-cordis-medio-radix-morosofia-guillaume-de-la-perriere-480x646.jpg\" alt=\"Por que uma raiz no meio do cora&#xE7;&#xE3;o? Morosofia, Guillaume la Perriere\" class=\"wp-image-37523\" title=\"Por que uma raiz no meio do cora&#xE7;&#xE3;o? Morosofia, Guillaume la Perriere\" srcset=\"https:\/\/vopus.org\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/cur-cordis-medio-radix-morosofia-guillaume-de-la-perriere-480x646.jpg 480w, https:\/\/vopus.org\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/cur-cordis-medio-radix-morosofia-guillaume-de-la-perriere-960x1293.jpg 960w, https:\/\/vopus.org\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/cur-cordis-medio-radix-morosofia-guillaume-de-la-perriere-768x1035.jpg 768w, https:\/\/vopus.org\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/cur-cordis-medio-radix-morosofia-guillaume-de-la-perriere.jpg 371w\" sizes=\"(max-width: 480px) 100vw, 480px\" \/><\/figure><\/div>\n<p>Um texto em latim:<\/p>\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>\u00abCur cordis medio radix? Cur tramite caeco<br \/>Truncus in alta ruens fructibus ora replet?<br \/>An quia \u2500quodcunque est\u2500 cor nostrum concipit omne, Illius &amp; mentem lingua diserta refert\u00bb.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n<p>Tradu\u00e7\u00e3o: &#8220;<strong>Por que h\u00e1 uma raiz no meio do cora\u00e7\u00e3o? Por que, ao correr \u00e0s cegas para cima por meio de um sendeiro escuro, o tronco, apurado, enche a boca de frutos? Ou qui\u00e7\u00e1 nosso cora\u00e7\u00e3o contenha tudo dele e a l\u00edngua eloquente comunique o conceito \u00e0 psique?&#8221;.<\/strong><\/p>\n\n<p>O texto em franc\u00eas que acompanha o desenho:<\/p>\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>Regarde &amp; voy, que l\u2019arbre de sagesse \u2500duquel convient que l\u2019homme soit instruit\u2500 prent sa racine au coeur, &amp; tant se dresse, que par la bouche il fait sortir le fruit.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n<p>A <strong>tradu\u00e7\u00e3o da frase em franc\u00eas<\/strong>: &#8220;Olhai e vede que a \u00e1rvore da sabedoria \u2500 da qual conv\u00e9m que o homem seja instru\u00eddo \u2500 lan\u00e7a ra\u00edzes no cora\u00e7\u00e3o e se eleva tanto que pela boca tem que tirar o fruto&#8221;.<\/p>\n\n<p>Esta enigm\u00e1tica e maravilhosa gravura encerra enormes verdades que bem merecem ser transmitidas.<\/p>\n\n<p>\u00c9 interessante observar na mesma o personagem central apoiando sua m\u00e3o esquerda sobre algumas escrituras ou livro aberto. Isso \u00e9 feito pelo protagonista de nosso emblema para nos transmitir que p\u00f5e suas palavras sobre um livro sagrado, como querendo jurar que N\u00c3O MENTE, e, por outro lado, para indicar-nos que o que ele quer nos dizer coincide com o que pensa. Em outras palavras, que o conceito e as palavras ou pensamentos v\u00e3o unidos.<\/p>\n\n<p>Est\u00e1 escrito que a criatura humana deve se fundamentar sobre os preceitos da <strong>\u00e1rvore da vida<\/strong> \u2500 o SER \u2500 e, por outro lado, para que essa meta d\u00ea seus frutos, o Iniciado h\u00e1 de estar alimentando-se com os frutos da <strong>\u00e1rvore da ci\u00eancia do bem e do mal<\/strong> \u2500 o sexo \u2500.<\/p>\n\n<p>J\u00e1 est\u00e1 esclarecido pela Gnose que a sexualidade escraviza ou liberta a humanidade inteira; isto \u00e9, hoje mais do que nunca, uma aut\u00eantica realidade onde quer que vamos ou observemos o g\u00eanero humanoide. \u00c9 por isso que podemos evidenciar facilmente duas ramifica\u00e7\u00f5es brotando da boca do sujeito de nossa ilustra\u00e7\u00e3o: uma das ramas seria a da \u00e1rvore da vida e a outra a da \u00e1rvore da ci\u00eancia do bem e do mal.<\/p>\n\n<p>A pergunta que nos \u00e9 feita na tradu\u00e7\u00e3o latina: \u00abPor que h\u00e1 uma raiz no meio do cora\u00e7\u00e3o?\u00bb, cont\u00e9m duas respostas:<\/p>\n\n<ol class=\"wp-block-list\" style=\"list-style-type:lower-alpha\">\n<li>Porque o cora\u00e7\u00e3o do homem deve ser o deposit\u00e1rio das vibra\u00e7\u00f5es do Pai.<\/li>\n\n\n\n<li>Porque o cora\u00e7\u00e3o da criatura humana \u00e9 a tumba de seus sentimentos negativos que, por causa da inconsci\u00eancia, continuamos carregando dentro.<\/li>\n<\/ol>\n\n<p>Obviamente, no primeiro caso est\u00e1 a explica\u00e7\u00e3o para os esfor\u00e7os que devemos fazer para que, apesar da escurid\u00e3o que vamos encontrando, ainda assim o cora\u00e7\u00e3o consiga fazer brotar os frutos do trabalho interior mediante o verbo, ou seja, atrav\u00e9s da boca.<\/p>\n\n<p>No segundo caso, havendo perdido os anseios espirituais, a pessoa se autocondena e sua palavra ou seu verbo simplesmente ser\u00e3o recipientes de lixo que constantemente arrojaremos sobre os nossos semelhantes.<\/p>\n\n<p>Uma terceira op\u00e7\u00e3o seria que o cora\u00e7\u00e3o \u00e9 utilizado para continuar repetindo a tagarelice do Eu mediante sentimentos mec\u00e2nicos que a nada conduzem.<\/p>\n\n<p>A tradu\u00e7\u00e3o da frase em franc\u00eas \u2500que j\u00e1 relatamos\u2500 nos lan\u00e7a algumas outras verdades, vejamos:<\/p>\n\n<p>Certamente o SER, quando precisa expressar seus argumentos, atravessa todos os obst\u00e1culos an\u00edmicos ou espirituais at\u00e9 conseguir seu objetivo.<\/p>\n\n<p>Sem d\u00favida alguma, as antigas escrituras crist\u00e3s deixaram muito claro quando nos apontaram: <strong>\u00abE o Verbo se fez carne e veio at\u00e9 n\u00f3s, e vimos sua gl\u00f3ria e sua sapi\u00eancia, no entanto a luz veio \u00e0s trevas e as trevas n\u00e3o a compreenderam\u00bb<\/strong>.<\/p>\n\n<p>A senten\u00e7a anterior nos deixa muito claro que, ao final de todo o trabalho consciente feito sobre n\u00f3s mesmos, ser\u00e1 o Verbo, a Palavra, o testemunho veraz segundo o qual um determinado Adepto alcan\u00e7ou sua Autorrealiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n<p>Esse foi o real testemunho que vimos na pessoa de nosso Patriarca, Samael Aun Weor, quem, cada vez que ia se exaltando em seu trabalho, tudo aquilo ia se refletindo em seus tratados ou obras magistrais. Igualmente, sua palavra sofreu uma modifica\u00e7\u00e3o superior que todos os que escutamos suas homilias ou c\u00e1tedras ficamos at\u00f4nitos ao ouvir aquelas indica\u00e7\u00f5es que nos dava e que se assemelhavam ao rugir de um le\u00e3o.<\/p>\n\n<p>Entrego-lhes, para finalizar, algumas excelentes frases que nos ajudam na compreens\u00e3o dessas coisas:<\/p>\n\n<p><strong><em>\u00abA palavra \u00e9 mais poderosa que o canh\u00e3o\u00bb.<\/em><\/strong><br \/>Jos\u00e9 de la Luz y Caballero<\/p>\n\n<p><strong><em>\u00abQue prodigiosa transforma\u00e7\u00e3o das palavras, mansas, inertes, no rebanho do estilo vulgar, quando as convoca e as comanda o g\u00eanio do artista!\u00bb.<\/em><\/strong><br \/>Jos\u00e9 Enrique Rod\u00f3<\/p>\n\n<p><strong><em>\u00abPode haver no mundo algo mais assustador do que a eloqu\u00eancia de um homem que n\u00e3o fala a verdade?\u00bb.<\/em><\/strong><br \/>Carlyle<\/p>\n\n<p><strong><em>\u00abQuando se trata de defender uma boa causa, n\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil falar bem\u00bb.<\/em><\/strong><br \/>Eur\u00edpides<\/p>\n\n<p><strong><em>\u00abA eloqu\u00eancia \u00e9 a arte de avultar as pequenas coisas e de diminuir as grandes\u00bb.<\/em><\/strong><br \/>Is\u00f3crates<\/p>\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><strong><em>DIES DIEM DOCET.<\/em><\/strong><br \/>\u2500&#8221;O dia ensina ao dia&#8221;\u2500.<\/p>\n\n<p><strong>KWEN KHAN KHU<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Esta gravura \u00e9 o emblema 97 do livro Morosophie \u25001553\u2500, escrito por Guillaume la Perriere, um humanista e escritor franc\u00eas.<br \/>\nA tradu\u00e7\u00e3o da frase em franc\u00eas: &#8220;Olhem e vejam que a \u00e1rvore da sabedoria \u2500da qual conv\u00e9m que o homem seja instru\u00eddo\u2500 crava ra\u00edzes no cora\u00e7\u00e3o e se eleva tanto que tem que tirar o fruto pela boca&#8221;.<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":37546,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[141,468],"tags":[1454],"contenido":[274],"fuente":[],"pilar":[],"fase":[],"conferencia":[],"read_online":[],"author_tax":[325],"class_list":["post-43966","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-metafisica-pt-br","category-mensagens-vm-kwen-khan-khu","tag-de-tva-traden","contenido-artigos","author_tax-v-m-kwen-khan-khu-pt-br"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/vopus.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/43966","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/vopus.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/vopus.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/vopus.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/vopus.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=43966"}],"version-history":[{"count":32,"href":"https:\/\/vopus.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/43966\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":44197,"href":"https:\/\/vopus.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/43966\/revisions\/44197"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/vopus.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media\/37546"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/vopus.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=43966"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/vopus.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=43966"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/vopus.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=43966"},{"taxonomy":"contenido","embeddable":true,"href":"https:\/\/vopus.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/contenido?post=43966"},{"taxonomy":"fuente","embeddable":true,"href":"https:\/\/vopus.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/fuente?post=43966"},{"taxonomy":"pilar","embeddable":true,"href":"https:\/\/vopus.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/pilar?post=43966"},{"taxonomy":"fase","embeddable":true,"href":"https:\/\/vopus.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/fase?post=43966"},{"taxonomy":"conferencia","embeddable":true,"href":"https:\/\/vopus.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/conferencia?post=43966"},{"taxonomy":"read_online","embeddable":true,"href":"https:\/\/vopus.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/read_online?post=43966"},{"taxonomy":"author_tax","embeddable":true,"href":"https:\/\/vopus.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/author_tax?post=43966"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}