{"id":43953,"date":"2026-03-29T15:35:05","date_gmt":"2026-03-29T18:35:05","guid":{"rendered":"https:\/\/vopus.org\/?p=43953"},"modified":"2026-03-29T15:39:37","modified_gmt":"2026-03-29T18:39:37","slug":"so-a-virtude-esta-isenta-da-morte","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/vopus.org\/pt-br\/so-a-virtude-esta-isenta-da-morte\/","title":{"rendered":"\u201dSola virtus est funeris expers\u201d (S\u00f3 a virtude est\u00e1 isenta da morte)"},"content":{"rendered":"\n<p>Mui amados amigos\/as leitores\/as:<\/p>\n\n\n\n<p>Com grande prazer envio-lhes a presente gravura que tem por t\u00edtulo\u2026<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading has-text-align-center\" id=\"h-sola-virtus-est-funeris-expers-so-a-virtude-esta-isenta-da-morte\"><strong>\u2026<em>SOLA VIRTUS EST FUNERIS EXPERS<\/em><\/strong><br>\u2500\u2018S\u00f3 a virtude est\u00e1 isenta da morte\u2019\u2500<\/h2>\n\n\n\n<p>Esta gravura faz parte de um livro de emblemas chamado <strong>Emblemata Liber<\/strong> \u2500&#8221;o livro dos emblemas&#8221;\u2500, cujos desenhos pertencem a Jean-Jacques Boissard \u25001528-1602\u2500, humanista, escritor, poeta em l\u00edngua latina, editor e desenhista franc\u00eas.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><img decoding=\"async\" width=\"960\" height=\"664\" src=\"https:\/\/vopus.org\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/solo-la-virtud-esta-exenta-de-la-muerte-emblemata-liber-boissard-960x664.jpg\" alt=\"S\u00f3 a virtude est\u00e1 isenta da morte, Emblemata Liber, Boissard\" class=\"wp-image-37264\" title=\"S\u00f3 a virtude est\u00e1 isenta da morte, Emblemata Liber, Boissard\" srcset=\"https:\/\/vopus.org\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/solo-la-virtud-esta-exenta-de-la-muerte-emblemata-liber-boissard-960x664.jpg 960w, https:\/\/vopus.org\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/solo-la-virtud-esta-exenta-de-la-muerte-emblemata-liber-boissard-480x332.jpg 480w, https:\/\/vopus.org\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/solo-la-virtud-esta-exenta-de-la-muerte-emblemata-liber-boissard-768x531.jpg 768w, https:\/\/vopus.org\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/solo-la-virtud-esta-exenta-de-la-muerte-emblemata-liber-boissard.jpg 1152w\" sizes=\"(max-width: 960px) 100vw, 960px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n<p>Na presente imagem nos \u00e9 mostrada a virtude \u00e0 esquerda com uma espada e um escudo em suas m\u00e3os. As tr\u00eas moiras \u2500 Clot\u00f3n, a fiandeira, L\u00e1quesis, a que distribui os destinos, e \u00c1tropos, a cortadora \u2500, e a morte perto delas portando sua ampulheta. A moira L\u00e1quesis escreve em uma pedra funeral \u2500 leia-se: l\u00e1pide \u2500: <em><strong>Sic Visum Superis: &#8220;Assim o querem os Deuses&#8221;.<\/strong><\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Na mitologia grega, as moiras \u2500parcas para os romanos\u2500 eram as personifica\u00e7\u00f5es do destino. Controlavam o fio metaf\u00f3rico da vida de cada mortal e imortal desde o nascimento at\u00e9 a morte.<\/p>\n\n\n\n<p>Se encarregavam de levar as almas falecidas aos lugares que lhes pertencem \u2500inferno, c\u00e9u, purgat\u00f3rio\u2500. As tr\u00eas se dedicavam a fiar, cortavam o fio que media a extens\u00e3o da vida com uma tesoura para definir o momento da morte de algu\u00e9m. Fiavam l\u00e3 branca e entrela\u00e7avam fios de ouro e fios de l\u00e3 negra. Os fios de ouro indicavam os momentos ditosos na vida das pessoas e a l\u00e3 negra os tristes.<\/p>\n\n\n\n<p>Existe uma tradu\u00e7\u00e3o do texto que acompanha o emblema no livro:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p><em>\u00abTudo o que \u00e9 valorizado neste mundo est\u00e1 sujeito a destruir-se: for\u00e7a, sa\u00fade, riqueza, dignidade e, em geral, tudo o que faz que o trem desta vida seja mais f\u00e1cil; muda de repente e desaparece em um momento como a linha de um rel\u00e2mpago, porque nada \u00e9 duradouro na natureza. Por isso o s\u00e1bio afirma que a \u00fanica verdade \u00e9 a virtude como tesouro permanente. Certamente tamb\u00e9m defraudamos esta vida t\u00e3o breve e transit\u00f3ria; sem raz\u00e3o a chamamos de vida.<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p><em>N\u00e3o nos reconhecemos na inf\u00e2ncia, ent\u00e3o apenas balbuciamos; a juventude nos deixa at\u00f4nitos a metade de nossa vida, e, quando em alguma maturidade o ju\u00edzo nos \u00e9 dado, encontra-se envolto em uma infinidade de trabalho e preocupa\u00e7\u00f5es. Nossa decad\u00eancia encontra-se com a dolorosa velhice, que nos governa com m\u00e3o fria at\u00e9 o fim de nosso caminho. A beleza murcha de repente; a alegria e a divers\u00e3o passam num abrir e fechar de olhos; o desfrute dos bens se debate e nada tem de seguro, inclusive ao ret\u00ea-los, s\u00f3 temos um fardo no esp\u00edrito. As for\u00e7as da natureza s\u00e3o debilitadas pela for\u00e7a da enfermidade; a pobreza nos persegue, cobrindo-nos de desprezo; os amigos s\u00e3o raros. Em resumo, digamos que o c\u00e9u n\u00e3o cobre nada em que possamos ancorar nossa seguran\u00e7a porque somos despojos da morte. S\u00f3 a virtude nos permite escapar de todos os perigos e nos garante a opress\u00e3o de todos esses defeitos. \u00c9 imortal, e quem ajusta sua vida \u00e0 sua natureza a refor\u00e7a, inclusive a perpetua para sempre&#8221;.<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>O que significa tudo isso?<\/p>\n\n\n\n<p>Significa, estimados\/as leitores\/as, que o \u00fanico que tem sentido verdadeiro em nossa exist\u00eancia \u00e9 <strong>viver para o SER e suas virtudes.<\/strong> O SER \u00e9 tudo e \u00e9 capaz de vencer a morte. Com o SER seguimos na regi\u00e3o dos mortos, mas gozando de dignidade, intelig\u00eancia, Consci\u00eancia, e gozando de uma plenitude dif\u00edcil de definir. N\u00e3o somos como aquelas criaturas que passaram sua vida terrenal absolutamente identificadas, de forma est\u00fapida, com o corpo f\u00edsico, com a sa\u00fade aparente, que t\u00e3o s\u00f3 aproveitam para dar vaz\u00e3o a suas violentas paix\u00f5es egoicas, ou apegadas \u00e0s riquezas materiais, tendo em seus adentros um medo, um terror de perd\u00ea-las, ainda que sabendo que, chegado o dia da morte, tudo aquilo ficar\u00e1 para tr\u00e1s&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>Como bem nos enfatiza a Gnose, somos humanoides que nascem com a Consci\u00eancia adormecida, crescemos cheios de fantasias, amadurecemos nos achando inteligentes, envelhecemos cheios de obje\u00e7\u00f5es e queixas de toda esp\u00e9cie at\u00e9 que, finalmente, abandonamos este vale de l\u00e1grimas e marchamos para outras dimens\u00f5es novamente com a Consci\u00eancia adormecida. Resultado: \u00e9 a repeti\u00e7\u00e3o de um SEM SENTIDO, uma vida baseada na hipnose ps\u00edquica que de forma alguma nos permite ver, sentir e tocar a GRANDE REALIDADE.<\/p>\n\n\n\n<p>As tr\u00eas moiras v\u00eam a representar para n\u00f3s as for\u00e7as do destino que se cumprem gostemos ou n\u00e3o. No entanto, em nossa gravura, aquela que permanece de p\u00e9 e firmemente \u00e9 a virtude. Somente as virtudes superam todas as dificuldades e se convertem em esperan\u00e7as quando tudo parece perdido em nosso mundo ilus\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao p\u00e9 das tr\u00eas moiras vemos \u00e2nforas, jarros, coroas, flechas e ba\u00fas cheios de tesouros. Por qu\u00ea? RESPOSTA: Porque elas exercem o verdadeiro governo da exist\u00eancia de todos os seres. Por isso nos \u00e9 dito que nossa vida pode mudar subitamente de um momento a outro como a luz de um rel\u00e2mpago. E nisso \u00e9 inquestion\u00e1vel que as moiras atuam conjuntamente com os <strong>Arcontes do Karma<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Para quem trabalhou sobre s<strong>i mesmo<\/strong>, a vida adquire outro sentido, pois a cada dia que passa vai percebendo o porqu\u00ea de determinadas circunst\u00e2ncias, e de cada uma delas vai adquirindo um ensinamento que enriquece <strong>sua Consci\u00eancia<\/strong>. Quando a Consci\u00eancia vai ampliando-se cada vez mais, converte-se em <strong>onisci\u00eancia<\/strong>, e, em tal estado conscientivo, j\u00e1 n\u00e3o somos maquininhas que simplesmente recebem energias do cosmos para retransmiti-las \u00e0s camadas anteriores da Terra a fim de que ela continue girando sobre seu pr\u00f3prio eixo.<\/p>\n\n\n\n<p>Temos somente duas alternativas em nossa exist\u00eancia:<\/p>\n\n\n\n<ol style=\"list-style-type:upper-alpha\" class=\"wp-block-list\">\n<li>Viver para o Ego, para o Eu e seus apetites inumer\u00e1veis, com a consequente destrui\u00e7\u00e3o de nossa individualidade sagrada e nosso destino final ser\u00e1 o abismo.<\/li>\n\n\n\n<li>O viver para o SER, o qual vai acompanhado de uma determina\u00e7\u00e3o de renunciar \u00e0s ilus\u00f5es do EU \u2500quaisquer que fossem\u2500 e a pr\u00e1tica dos tr\u00eas fatores da Revolu\u00e7\u00e3o da Consci\u00eancia, a saber:\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li>MORRER \u2500psicologicamente\u2500.<\/li>\n\n\n\n<li>NASCER \u2500criar uma nova vida interior auxiliando-nos com a arte da Alquimia\u2500.<\/li>\n\n\n\n<li>SACRIFICAR-NOS PELA HUMANIDADE \u2500para desenvolver virtudes mediante padecimentos volunt\u00e1rios e sacrif\u00edcios conscientes\u2500.<\/li>\n<\/ol>\n<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p>Chegados aqui, permito-me oferecer-lhes algumas frases brotadas da an\u00e1lise de alguns grandes seres que existiram em nosso mundo:<\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>\u00abA Consci\u00eancia \u00e9 a presen\u00e7a de Deu no homem\u00bb.<\/strong><\/em><br>Victor Hugo<\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>\u00abA Consci\u00eancia \u00e9 a voz da alma\u00bb.<\/strong><\/em><br>Chateaubriand<\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>\u00abN\u00e3o h\u00e1 um teatro maior para a virtude que a Consci\u00eancia\u00bb.<\/strong><\/em><br>C\u00edcero<\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>\u00abA Consci\u00eancia \u00e9 uma centelha da pureza do estado primitivo do homem\u00bb.<\/strong><\/em><br>Bacon<\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>\u00abNossa Consci\u00eancia \u00e9 um juiz infal\u00edvel, enquanto n\u00e3o a tivermos assassinado\u00bb.<\/strong><\/em><br>Balzac<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><em><strong>PAX VOBISCUM.<\/strong><\/em><br>\u2500&#8221;A paz seja convosco&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>KWEN KHAN&nbsp;<\/strong><strong>KHU<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O que significa tudo isso? Significa, estimados\/as leitores\/as, que a \u00fanica coisa que tem sentido verdadeiro em nossa exist\u00eancia \u00e9 viver para o SER e suas virtudes. O SER \u00e9 o todo e \u00e9 capaz de vencer a morte. Com o SER seguimos na regi\u00e3o dos mortos, mas gozando de dignidade, intelig\u00eancia, Consci\u00eancia, e desfrutando de uma plenitude dif\u00edcil de definir.<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":37287,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[1550,480,468],"tags":[1638,1650,1651,1652],"contenido":[274],"fuente":[],"pilar":[],"fase":[],"conferencia":[],"read_online":[],"author_tax":[325],"class_list":["post-43953","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-mitologia","category-simbolos-universais","category-mensagens-vm-kwen-khan-khu","tag-mitologia","tag-os-misterios-da-vida","tag-os-misterios-da-morte","tag-o-destimo","contenido-artigos","author_tax-v-m-kwen-khan-khu-pt-br"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/vopus.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/43953","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/vopus.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/vopus.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/vopus.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/vopus.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=43953"}],"version-history":[{"count":6,"href":"https:\/\/vopus.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/43953\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":44210,"href":"https:\/\/vopus.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/43953\/revisions\/44210"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/vopus.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media\/37287"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/vopus.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=43953"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/vopus.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=43953"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/vopus.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=43953"},{"taxonomy":"contenido","embeddable":true,"href":"https:\/\/vopus.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/contenido?post=43953"},{"taxonomy":"fuente","embeddable":true,"href":"https:\/\/vopus.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/fuente?post=43953"},{"taxonomy":"pilar","embeddable":true,"href":"https:\/\/vopus.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/pilar?post=43953"},{"taxonomy":"fase","embeddable":true,"href":"https:\/\/vopus.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/fase?post=43953"},{"taxonomy":"conferencia","embeddable":true,"href":"https:\/\/vopus.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/conferencia?post=43953"},{"taxonomy":"read_online","embeddable":true,"href":"https:\/\/vopus.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/read_online?post=43953"},{"taxonomy":"author_tax","embeddable":true,"href":"https:\/\/vopus.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/author_tax?post=43953"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}