{"id":42993,"date":"2025-12-10T18:29:04","date_gmt":"2025-12-10T21:29:04","guid":{"rendered":"https:\/\/vopus.org\/?p=42993"},"modified":"2025-12-10T18:29:06","modified_gmt":"2025-12-10T21:29:06","slug":"imagens-dos-deuses-da-antiguidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/vopus.org\/pt-br\/imagens-dos-deuses-da-antiguidade\/","title":{"rendered":"&#8220;Imagini delli Dei de gl&#8217;Antichi&#8221; (Imagens dos Deuses da antiguidade)"},"content":{"rendered":"\n<p>Amados leitores\/as:<\/p>\n\n<p>Nesta oportunidade, envio a voc\u00eas esta gravura intitulada&#8230;<\/p>\n\n<h2 class=\"wp-block-heading has-text-align-center\"><em>\u2026IMAGINI DELLI DEI DE GL&#8217;ANTICHI<\/em><\/h2>\n\n<h2 class=\"wp-block-heading has-text-align-center\">\u2500 &#8220;Imagens dos Deuses da antiguidade&#8221; \u2500<\/h2>\n\n<p>Este livro foi escrito por Vincenzo Cartari (1531-1569), um mit\u00f3grafo e diplomata italiano do Renascimento.<\/p>\n\n<p>Escolhemos a imagem que aparece em uma edi\u00e7\u00e3o do livro publicado em 1674 por ser mais detalhada que as outras edi\u00e7\u00f5es. Representa a <strong>Deusa Angerona, o Deus do Sil\u00eancio e o Deus Harp\u00f3crates.<\/strong><\/p>\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-medium\"><img decoding=\"async\" width=\"480\" height=\"346\" src=\"https:\/\/vopus.org\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/imagini-delli-dei-de-glantichi-angerona-dios-silencio-dios-harpocrates-vincenzo-cartari-480x346.jpg\" alt=\"Angerona, Deus do Sil&#xEA;ncio e Deus Harp&#xF3;crates, Vincenzo Cartari\" class=\"wp-image-42962\" title=\"Angerona, Deus do Sil&#xEA;ncio e Deus Harp&#xF3;crates, Vincenzo Cartari\" srcset=\"https:\/\/vopus.org\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/imagini-delli-dei-de-glantichi-angerona-dios-silencio-dios-harpocrates-vincenzo-cartari-480x346.jpg 480w, https:\/\/vopus.org\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/imagini-delli-dei-de-glantichi-angerona-dios-silencio-dios-harpocrates-vincenzo-cartari-960x693.jpg 960w, https:\/\/vopus.org\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/imagini-delli-dei-de-glantichi-angerona-dios-silencio-dios-harpocrates-vincenzo-cartari-768x554.jpg 768w, https:\/\/vopus.org\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/imagini-delli-dei-de-glantichi-angerona-dios-silencio-dios-harpocrates-vincenzo-cartari.jpg 896w\" sizes=\"(max-width: 480px) 100vw, 480px\" \/><\/figure><\/div>\n<p>Em primeiro lugar, devemos lembrar que no antigo Egito tamb\u00e9m existia uma divindade cultuada chamada <strong>HARP\u00d3CRATES<\/strong>. Ele era simbolizado na forma de uma crian\u00e7a que fechava os l\u00e1bios com um dedo. Diz-se que, originalmente, essa divindade era chamada de <strong>HERUPAKROAT<\/strong>. Ele era associado a certos ritos nos quais era invocado para o transporte em estado de Jinas&#8230;<\/p>\n\n<p>Na literatura relacionada a estes s\u00edmbolos diz-se que Macrobius queria que Angerona, com a boca amorda\u00e7ada e selada, mostrasse que quem sabe sofrer e guardar sil\u00eancio, ocultando suas penas, no final as supera e ent\u00e3o as desfruta com alegria e prazer.<\/p>\n\n<p>Pl\u00ednio e Solino conclu\u00edram que esta deusa foi criada para mostrar que n\u00e3o se deveria falar dos segredos religiosos nem divulg\u00e1-los, como Numa Pompilio (715-673 a.C.), o segundo rei de Roma, tamb\u00e9m quis deixar claro que se deveria guardar sil\u00eancio sobre os assuntos dos Deuses introduzindo o culto a certa Deusa chamada T\u00e1cita, segundo escreve Plutarco.<\/p>\n\n<p>Por essa raz\u00e3o, os eg\u00edpcios tamb\u00e9m veneravam o Deus do sil\u00eancio e o mantinham junto com suas principais divindades. Entre eles era conhecido como Harp\u00f3crates, e entre os gregos como Sigalion. Sua condi\u00e7\u00e3o, segundo Apuleyo e Marciano, era a de uma crian\u00e7a que levava o dedo aos l\u00e1bios como quando se pede a algu\u00e9m para guardar sil\u00eancio. Ele tamb\u00e9m era representado, \u00e0s vezes, como o Deus do Sil\u00eancio, uma figura sem rosto com um pequeno chap\u00e9u e uma pele de lobo ao redor, quase completamente coberta de olhos e ouvidos, pois devia ver e ouvir, mas falar pouco. E cada um pode ficar em sil\u00eancio quando quiser, mas nem sempre pode dizer o que quer: isso \u00e9 demonstrado pelo chap\u00e9u, s\u00edmbolo de liberdade, como j\u00e1 foi dito. E se diz do lobo que deixa mudo a todo aquele que v\u00ea antes de ser descoberto, e que, quando rouba algo, foge t\u00e3o silenciosamente que mal se atreve a respirar.<\/p>\n\n<p>Portanto, \u00e9 uma virtude guardar sil\u00eancio em tempos de necessidade, porque um homem prudente n\u00e3o deve perder tempo com muitas palavras v\u00e3s, mas, ao guardar sil\u00eancio, deve considerar as coisas com muito cuidado antes de discuti-las, e depois, dizer apenas o necess\u00e1rio.<\/p>\n\n<p>Em outras fontes se diz que Angerona, Deusa do Sil\u00eancio, n\u00e3o tinha templos particulares, mas apenas uma est\u00e1tua no Templo da Deusa Volupia \u2014 deusa do prazer \u2014, com quem \u00e0s vezes \u00e9 confundida. Esta \u00faltima era uma divindade de extraordin\u00e1ria beleza, nascida da uni\u00e3o do Cupido \u2014 tamb\u00e9m chamado Amor ou Eros \u2014 e Psiqu\u00ea ou Alma.<\/p>\n\n<p>As festas de Angerona, chamadas Angeronalia ou Divalia, ocorriam no dia 21 de dezembro, dia do solst\u00edcio de inverno. Nesse dia, os pont\u00edfices ofereciam um sacrif\u00edcio \u00e0 Deusa Angerona em um Templo que a Deusa Volupia tinha em Roma, o Sacellum Volupiae, na Via Nova, na Porta Romana.<\/p>\n\n<p>Dum\u00e9zil, um historiador franc\u00eas, apontou que as Deusas Romanas cujos nomes terminam com o sufixo <em>-ona<\/em> ou <em>-onia<\/em>\u00a0cumprem a fun\u00e7\u00e3o de ajudar os fi\u00e9is a superar um momento ou condi\u00e7\u00e3o de crise particular. Exemplos incluem Bellona, que permite ao romano cruzar a guerra da melhor maneira poss\u00edvel; Orbona, que cuida dos pais que perderam um filho; Pellonia, que afasta os inimigos; Fessonia, que permite aos viajantes vencer a fadiga&#8230;<\/p>\n\n<p>O que nos dizem todos esses mist\u00e9rios, companheiros e companheiras?<\/p>\n\n<p>Primeiramente, vamos fazer refer\u00eancia ao convite para o sil\u00eancio mostrado pela Deusa Angerona. Justamente nos tempos antigos uma condi\u00e7\u00e3o <strong><em>SINE QUA NON<\/em><\/strong> para participar das tradi\u00e7\u00f5es sagradas era o SABER GUARDAR SIL\u00caNCIO. O V.M. Samael chegou a criar as c\u00e2maras superiores porque, certamente, em tais c\u00e2maras se falavam coisas que depois n\u00e3o se deviam comentar quando os participantes sa\u00edssem daqueles recintos. Na antiguidade, amigos e amigas, por exemplo, aquele ou aquela que violasse o segredo do Arcano A.Z.F. era condenado \u00e0 morte e suas cinzas eram espalhadas pelos quatro ventos. Igualmente, quando um Iniciado recebia o nome sagrado de seu SER, este deveria coment\u00e1-lo somente ao diretor do templo, e se tal diretor o autorizasse, ent\u00e3o poderia coment\u00e1-lo a outros Iniciados ou pessoas de seu entorno, caso contr\u00e1rio devia guard\u00e1-lo em sil\u00eancio.<\/p>\n\n<p>O que aconteceu conosco hoje? Bom, a condi\u00e7\u00e3o de nossa Consci\u00eancia adormecida, manipulada pelos agregados psicol\u00f3gicos, n\u00e3o permite aos companheiros do caminho serem realmente HERM\u00c9TICOS e ningu\u00e9m sabe guardar sil\u00eancio sobre suas experi\u00eancias an\u00edmicas, e, como se fosse pouco, contamos aos quatro ventos toda experi\u00eancia espiritual que recebemos nos mundos internos. O sil\u00eancio est\u00e1 ligado \u00e0 natureza do SER. O SER n\u00e3o \u00e9 um falador e nem uma entidade que gosta de se gabar de suas experi\u00eancias.<\/p>\n\n<p>Nos nossos dias, o Arcano foi entregue porque esta humanidade se degenerou inexoravelmente e a Loja Branca <strong>j\u00e1 jogou a casa pela janela<\/strong> para que se salve quem puder, n\u00e3o porque esta humanidade o merecesse. Pessoas a quem o Mestre Samael revelou seu nome interno acabaram o traindo, como o mencionado Mestre Desoto \u2500 E. V. Q. \u2500 e outros. Enfim, estamos vivendo tempos que s\u00e3o a ant\u00edtese daquelas outras \u00e9pocas em que imperava o sagrado.<\/p>\n\n<p>\u00c9 muito certo que quando nos acostumamos a n\u00e3o contar nossas tristezas, acabamos superando-as a longo prazo e depois sentimos aquela felicidade que nos produz por termos podido superar as provas de nossa exist\u00eancia.<\/p>\n\n<p>Indiscutivelmente, tamb\u00e9m \u00e9 nosso dever SABER GUARDAR SIL\u00caNCIO sobre os segredos dos deuses. Muitas confid\u00eancias de nosso Patriarca que haviam sido confiadas a alguns companheiros, acabaram sendo comentadas vulgarmente por alguns disc\u00edpulos como se fossem coisas vulgares da vida comum. Isso se chama: IGNOR\u00c2NCIA.<\/p>\n\n<p>Quando nos falam das habilidades do lobo \u2014 que ele pode ouvir e ver, mas n\u00e3o falar \u2014 est\u00e3o nos dizendo que devemos imitar essa criatura. De certa forma semelhantes a esse animal s\u00e3o os Arcontes do Destino, que nunca anunciam quando castigar\u00e3o a humanidade; eles simplesmente a observam, escutam suas a\u00e7\u00f5es e, de acordo com a retid\u00e3o de seus atos, a castigam ou n\u00e3o. Por essa raz\u00e3o, eles tamb\u00e9m s\u00e3o chamados de LOBOS DA LEI.<\/p>\n\n<p>Tamb\u00e9m nos dizem que Pl\u00ednio e Solino conclu\u00edram que a Deusa Angerona foi criada para garantir o sil\u00eancio em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s cerim\u00f4nias religiosas, pois, justamente, isso \u00e9 algo que devemos acatar como desiderato da Branca Irmandade. No entanto, muitos dos nossos companheiros, faltando com seu compromisso ante a ARA, optaram por abandonar nossos estudos e, como parte de seu desrespeito pelas coisas sagradas, dedicaram-se a zombar publicamente das nossas cerim\u00f4nias.<\/p>\n\n<p>Concluo destacando as tr\u00eas figuras que aparecem nesta gravura, a saber:<\/p>\n\n<ol style=\"list-style-type:upper-alpha\" class=\"wp-block-list\">\n<li>O Deus do Sil\u00eancio cheio de olhos em todo o seu corpo indicando-nos que tudo v\u00ea.<\/li>\n\n\n\n<li>A Deusa Angerona com sua boca selada e amorda\u00e7ada para n\u00e3o ficar engarrafada em suas conjecturas sobre as tristezas.<\/li>\n\n\n\n<li>O Deus HARP\u00d3CRATES, divindade eg\u00edpcia , que est\u00e1 calando a boca com um de seus dedos, tem uma serpente para indicar a sabedoria serpentina, e uma pequena figura que representa ao deus Horus na forma de um falc\u00e3o.<\/li>\n<\/ol>\n\n<p>Eu entrego agora algumas frases para sua reflex\u00e3o:<\/p>\n\n<p><em><strong>&#8220;Se minha t\u00fanica soubesse o que penso, a queimaria.&#8221;<\/strong><\/em><br\/>Alfonso V de Arag\u00e3o<\/p>\n\n<p><em><strong>&#8220;A quem contas teus segredos, d\u00e1s tua liberdade.&#8221;<\/strong><\/em><br\/>Fernando de Rojas<\/p>\n\n<p><em><strong>&#8220;Qual \u00e9 o homem mais livre? Aquele que confio menos segredos, pelos quais os homens se tornam escravos.&#8221;<\/strong><\/em><br\/>Quevedo<\/p>\n\n<p><em><strong>&#8220;Tolo, muito tolo \u00e9 aquele que, descobrindo um segredo a outro, lhe pede encarecidamente que o cale.&#8221;<\/strong><\/em><br\/>Cervantes<\/p>\n\n<p><em><strong>&#8220;Infeliz aquele que conhece os segredos que esconde o sil\u00eancio.&#8221;<\/strong><\/em><br\/>Dante<\/p>\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><strong><em>SOL IUSTITIAE, ILLUSTRA NOS.<\/em><\/strong><br\/>\u2500 &#8220;Sol da justi\u00e7a, ilumine-nos&#8221; \u2500<\/p>\n\n<p><strong>KWEN KHAN KHU<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Este livro foi escrito por Vincenzo Cartari, um mit\u00f3grafo e diplomata italiano do Renascimento. A imagem representa a Deusa Angerona, o Deus do Sil\u00eancio e o Deus Harp\u00f3crates.<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":42985,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[480,134,468],"tags":[1111,1123,1382,1500,1501],"contenido":[274],"fuente":[],"pilar":[],"fase":[],"conferencia":[],"read_online":[],"author_tax":[325],"class_list":["post-42993","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-simbolos-universais","category-psicologia-pt-br","category-mensagens-vm-kwen-khan-khu","tag-simbolismo-pt-br","tag-simbolos-universais","tag-virtudes","tag-divindades","tag-silencio","contenido-artigos","author_tax-v-m-kwen-khan-khu-pt-br"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/vopus.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/42993","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/vopus.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/vopus.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/vopus.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/vopus.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=42993"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/vopus.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/42993\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":43003,"href":"https:\/\/vopus.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/42993\/revisions\/43003"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/vopus.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media\/42985"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/vopus.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=42993"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/vopus.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=42993"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/vopus.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=42993"},{"taxonomy":"contenido","embeddable":true,"href":"https:\/\/vopus.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/contenido?post=42993"},{"taxonomy":"fuente","embeddable":true,"href":"https:\/\/vopus.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/fuente?post=42993"},{"taxonomy":"pilar","embeddable":true,"href":"https:\/\/vopus.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/pilar?post=42993"},{"taxonomy":"fase","embeddable":true,"href":"https:\/\/vopus.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/fase?post=42993"},{"taxonomy":"conferencia","embeddable":true,"href":"https:\/\/vopus.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/conferencia?post=42993"},{"taxonomy":"read_online","embeddable":true,"href":"https:\/\/vopus.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/read_online?post=42993"},{"taxonomy":"author_tax","embeddable":true,"href":"https:\/\/vopus.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/author_tax?post=42993"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}