{"id":42938,"date":"2025-12-09T18:24:47","date_gmt":"2025-12-09T21:24:47","guid":{"rendered":"https:\/\/vopus.org\/?p=42938"},"modified":"2025-12-10T13:02:47","modified_gmt":"2025-12-10T16:02:47","slug":"a-riqueza-permite-a-estupidez","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/vopus.org\/pt-br\/a-riqueza-permite-a-estupidez\/","title":{"rendered":"&#8220;Stvltitiam pativntvr opes&#8221; (A riqueza permite a estupidez)"},"content":{"rendered":"\n<p>Amados leitores:<\/p>\n\n\n\n<p>Tenho o maior prazer em enviar-lhes esta gravura intitulada&#8230;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading has-text-align-center\">\u2026STVLTITIAM PATIVNTVR OPES.<br>\u2500 &#8220;A riqueza permite a estupidez&#8221; \u2500<\/h2>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><img decoding=\"async\" width=\"960\" height=\"818\" src=\"https:\/\/vopus.org\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/Raphael_Sadeler_-_Stultitiam_patiuntur_opes_Wealth_permits_Stupidity_or_Allegory_of_Wealth_Lust_an_-_MeisterDrucke-1202696-1-960x818.jpg\" alt=\"A riqueza permite a estupidez, Raphael Sadeler\" class=\"wp-image-36786\" style=\"width:700px\" title=\"A riqueza permite a estupidez, Raphael Sadeler\" srcset=\"https:\/\/vopus.org\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/Raphael_Sadeler_-_Stultitiam_patiuntur_opes_Wealth_permits_Stupidity_or_Allegory_of_Wealth_Lust_an_-_MeisterDrucke-1202696-1-960x818.jpg 960w, https:\/\/vopus.org\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/Raphael_Sadeler_-_Stultitiam_patiuntur_opes_Wealth_permits_Stupidity_or_Allegory_of_Wealth_Lust_an_-_MeisterDrucke-1202696-1-480x409.jpg 480w, https:\/\/vopus.org\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/Raphael_Sadeler_-_Stultitiam_patiuntur_opes_Wealth_permits_Stupidity_or_Allegory_of_Wealth_Lust_an_-_MeisterDrucke-1202696-1-768x654.jpg 768w, https:\/\/vopus.org\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/Raphael_Sadeler_-_Stultitiam_patiuntur_opes_Wealth_permits_Stupidity_or_Allegory_of_Wealth_Lust_an_-_MeisterDrucke-1202696-1.jpg 1260w\" sizes=\"(max-width: 960px) 100vw, 960px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n<p>Essa gravura pertence ao Museu de Arte de Cleveland, Ohio, Estados Unidos.<\/p>\n\n\n\n<p>Esta gravura \u00e9 uma representa\u00e7\u00e3o v\u00edvida da decad\u00eancia da humanidade engolida pela horizontalidade da vida, o que, sem d\u00favida, implica a entropia mais total que podemos imaginar.<\/p>\n\n\n\n<p>Nas imagens podemos ver um rei, s\u00edmbolo da classe alta da sociedade, que usa orelhas de <strong>burro<\/strong>, indicando com isso que <strong>o h\u00e1bito n\u00e3o faz o monge<\/strong>, ou seja, que o status social n\u00e3o equivale a ter sabedoria. Houve na hist\u00f3ria da humanidade reis e rainhas que realizaram verdadeiras estupidezes durante sua vida em que desempenharam seu reinado.<\/p>\n\n\n\n<p><span class=\"HwtZe\" lang=\"pt\"><span class=\"jCAhz ChMk0b\"><span class=\"ryNqvb\">Ao redor da nossa tela, vemos uma <strong>desordem<\/strong> absoluta que abrange praticamente toda a cena. <\/span><\/span><\/span><span style=\"font-family: inherit;font-size: inherit;font-style: inherit;font-weight: inherit\">Sobre uma mesa est\u00e1 um ba\u00fa aberto cheio de joias e moedas, que o rei em quest\u00e3o est\u00e1 contando como entretenimento, pois a realeza degenerada s\u00f3 tinha tais entretenimentos ligados \u00e0 acumula\u00e7\u00e3o dessas riquezas.<\/span><\/p>\n\n\n\n<p>No ch\u00e3o da imagem a desordem continua se manifestando, e por isso vemos jarros, vasos, pratos, etc., etc., jogados e marcados pela m\u00e3o esquerda do monarca.<\/p>\n\n\n\n<p>Perto do rei, um bobo da corte coloca um chap\u00e9u de palha\u00e7o semelhante ao seu na cabe\u00e7a do rei. Isso sugere que nem o rei nem o bobo da corte possuem um n\u00edvel de ser adequado, pois ambos est\u00e3o imersos no caos.<\/p>\n\n\n\n<p>Do outro lado da nossa representa\u00e7\u00e3o art\u00edstica, vemos a rainha igualmente consumida pela vaidade, segurando um espelho na m\u00e3o direita, no qual seu rosto parece envelhecido, embora ela se considere muito jovem segundo sua pr\u00f3pria percep\u00e7\u00e3o \u2014 tal \u00e9 a nossa vaidade. No colo da soberana, vemos um cachorrinho compartilhando seu tempo com os donos, e, pr\u00f3ximo a ele, podemos observar um prato relativamente grande sobre o qual repousa uma jarra. A toalha de mesa da pequena mesa que sustenta o prato est\u00e1 completamente desarrumada devido \u00e0 indiferen\u00e7a de seus donos.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 duas damas assistindo a soberana. Uma tem um leque \u00e0 direita e \u00e0 esquerda um papagaio, s\u00edmbolo da fofoca de muitas mulheres das diversas classes sociais. A outra tem cabe\u00e7a de javali, s\u00edmbolo de sua baixeza, e est\u00e1 servindo comida e bebida. De acordo com alguns comentaristas essas duas mulheres representariam <strong>adula\u00e7\u00e3o e estupidez<\/strong>, algo muito comum nas chamadas <strong>altas esferas<\/strong>&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>Nesta cena, vemos um <strong>macaco<\/strong> no ch\u00e3o, aludindo \u00e0s maneiras que as pessoas encontram para passar o tempo, identificando-se com as travessuras desses animais. Quando n\u00e3o h\u00e1 qualquer preocupa\u00e7\u00e3o com o autoconhecimento, passamos as horas de nossa vida contemplando a simplicidade da mesma.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao fundo da nossa gravura, vemos um homem magro carregando em suas m\u00e3os um prato com o qual pretende mendigar algumas migalhas de comida.Esta tem sido e continua sendo nossa humanidade. Alguns transbordam de dinheiro, com o qual nem sequer sabem o que fazer, enquanto outros vivem em completa mis\u00e9ria, mendigando por todo o lado o essencial: <strong>p\u00e3o, roupa e abrigo<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Na parte inferior direita est\u00e1 escrito em latim:<em><strong> Iodocus a Winge invent<\/strong><\/em>, &#8220;Joos Van Winghe, 1544-1603,&nbsp; inventor&#8221;, e <strong><em>Raphael sadler fecit et excudit 1588<\/em><\/strong>, &#8220;Feito e impresso por Raphael Sadeler, o velho, 1561-1628, em 1588&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Ofere\u00e7o agora algumas frases para serem refletidas:<\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>&#8220;A riqueza da alma \u00e9 a \u00fanica riqueza, os outros bens s\u00e3o fecundos em dores.&#8221;<\/strong><\/em><br>Luciano<\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>&#8220;\u00c9 o cora\u00e7\u00e3o do homem que deve se enriquecer, n\u00e3o seus cofres.&#8221;<\/strong><\/em><br>Cicer\u00f3n<\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>&#8220;O caminho mais curto para a riqueza \u00e9 desprezar as riquezas.&#8221;<\/strong><\/em><br>S\u00e9neca<\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>&#8220;Para os ricos \u00e9 t\u00e3o dif\u00edcil adquirir sabedoria quanto para os s\u00e1bios adquirirem riquezas.&#8221;<\/strong><\/em><br>Epiteto<\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>&#8220;Quer ser rico? Ent\u00e3o n\u00e3o se esforce para aumentar seus bens, mas sim para diminuir sua cobi\u00e7a.&#8221;<\/strong><\/em><br>Epicuro<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><strong><em>REPETITIO EST MATER STUDIORUM.<\/em><\/strong><br>\u2500&#8221;A repeti\u00e7\u00e3o \u00e9 a m\u00e3e dos estudos&#8221; \u2500<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left\"><strong>KWEN KHAN KHU<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Esta gravura representa a decad\u00eancia da humanidade mergulhada na desordem absoluta, um n\u00edvel muito baixo de ser, a vaidade. Tudo isso leva \u00e0 decad\u00eancia da humanidade mergulhada na desordem absoluta, a vaidade&#8230; leva \u00e0 estupidez, \u00e0 entropia total. A riqueza permite estupidez e total entropia.<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":36711,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[480,468],"tags":[1029],"contenido":[274],"fuente":[49],"pilar":[],"fase":[],"conferencia":[],"read_online":[],"author_tax":[325],"class_list":["post-42938","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-simbolos-universais","category-mensagens-vm-kwen-khan-khu","tag-mensagens-do-v-m-kwen-khan-khu","contenido-artigos","fuente-maestro","author_tax-v-m-kwen-khan-khu-pt-br"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/vopus.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/42938","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/vopus.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/vopus.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/vopus.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/vopus.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=42938"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/vopus.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/42938\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":42996,"href":"https:\/\/vopus.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/42938\/revisions\/42996"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/vopus.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media\/36711"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/vopus.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=42938"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/vopus.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=42938"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/vopus.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=42938"},{"taxonomy":"contenido","embeddable":true,"href":"https:\/\/vopus.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/contenido?post=42938"},{"taxonomy":"fuente","embeddable":true,"href":"https:\/\/vopus.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/fuente?post=42938"},{"taxonomy":"pilar","embeddable":true,"href":"https:\/\/vopus.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/pilar?post=42938"},{"taxonomy":"fase","embeddable":true,"href":"https:\/\/vopus.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/fase?post=42938"},{"taxonomy":"conferencia","embeddable":true,"href":"https:\/\/vopus.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/conferencia?post=42938"},{"taxonomy":"read_online","embeddable":true,"href":"https:\/\/vopus.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/read_online?post=42938"},{"taxonomy":"author_tax","embeddable":true,"href":"https:\/\/vopus.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/author_tax?post=42938"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}