{"id":42921,"date":"2025-12-10T00:32:01","date_gmt":"2025-12-10T03:32:01","guid":{"rendered":"https:\/\/vopus.org\/?p=42921"},"modified":"2025-12-10T00:32:08","modified_gmt":"2025-12-10T03:32:08","slug":"o-eu-do-vitimismo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/vopus.org\/pt-br\/o-eu-do-vitimismo\/","title":{"rendered":"O Eu do vitimismo"},"content":{"rendered":"\n<p>Amados companheiros de caminho:<\/p>\n\n\n\n<p>Tenho o prazer de tomar a caneta para fazer chegar a seguinte mensagem que eu considerei cham\u00e1-lo&#8230;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading has-text-align-center\">&#8230; O Eu do vitimismo<\/h2>\n\n\n\n<p>Dentro dos diversos panoramas da nossa miser\u00e1vel psicologia, pr\u00f3pria da nossa condi\u00e7\u00e3o de humanoides, \u00e9 bom estudar, refletir, indagar, aprofundar-se sobre os detalhes obscuros de um dos nossos piores agregados psicol\u00f3gicos, que, estando aderidos ao nosso psiquismo,  aumentam nossa cegueira consciente, impedindo-nos assim o t\u00e3o anelado despertar de nossa CONSCI\u00caNCIA.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o devemos esquecer que em nossa CONSCI\u00caNCIA est\u00e3o todas as joias que poderiam nos ligar \u00e0 nossa realidade interior e, portanto, permitir que nos estabele\u00e7amos num estado permanente de plenitude, da qual goz\u00e1vamos, em tempos remotos, quando a ra\u00e7a humana ainda n\u00e3o tinha ca\u00eddo em sua pr\u00f3pria degenera\u00e7\u00e3o e seu consequente sono.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse agregado, entre os dez mil que mant\u00eam nossa Consci\u00eancia presa em um sono profundo, gosta muito de se camuflar em nosso continente ps\u00edquico, e \u00e9 por isso que, quando queremos detect\u00e1-lo, ele nunca quer ver a si mesmo, foge do espelho da vida social e procura mil maneiras de se esconder dos olhos da <strong>auto-observa\u00e7\u00e3o.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Sem d\u00favida, essa larva psicol\u00f3gica, quando est\u00e1 prestes a ser descoberta durante a <strong>medita\u00e7\u00e3o ou reflex\u00e3o profunda<\/strong>, tenta imediatamente encontrar algu\u00e9m para culpar por suas a\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Para a maioria das pessoas, \u00e9 muito mais f\u00e1cil culpar algu\u00e9m. \u00c9 dif\u00edcil aceitar que algo est\u00e1 errado dentro de n\u00f3s mesmos, e quando nos deparamos com um problema que envolve outra pessoa e n\u00e3o expressamos nosso sofrimento, a situa\u00e7\u00e3o piora. Muitos daqueles que n\u00e3o se manifestam, ou que definitivamente nunca querem falar sobre o assunto, continuam ruminando em sua mente com as garras deste repugnante elemento energ\u00e9tico.<\/p>\n\n\n\n<p>Por este motivo, o V.M. Samael expressou muitas vezes: &#8220;\u00c9 t\u00e3o ruim calar quando devemos falar como falar quando devemos calar&#8221;&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>Isso levou alguns instrutores a dizerem coisas como: \u00e9 melhor apenas ouvir e n\u00e3o falar na frente de uma mulher, porque, segundo esses instrutores, uma mulher \u00e9 um ser mental.<\/p>\n\n\n\n<p>Obviamente, nunca estaremos de acordo com esta afirma\u00e7\u00e3o e por isso devemos respeitar as palavras do nosso Patriarca quando nos adverte sobre <strong>saber calar ou saber falar.<\/strong> Provavelmente, algu\u00e9m pode considerar como v\u00e1lido querer sempre calar-se na frente de uma mulher, mas isso n\u00e3o \u00e9 verdade. Nesse caso estaria se expressando outro Ego: o do machismo. O <strong>Eu do machismo<\/strong> tem a tend\u00eancia de considerar que a mulher <strong>n\u00e3o deve opinar<\/strong>, e quando a mulher opina ent\u00e3o esse Eu machista considera essa mulher como algu\u00e9m que gosta de exercer <strong>o comando, ou seja, ser mandona<\/strong>. Muitos dos que s\u00e3o v\u00edtimas do Eu do machismo no fundo s\u00e3o homens que t\u00eam medo da mulher, que n\u00e3o a compreendem. Mas muitos deles n\u00e3o pensam isso de suas m\u00e3es, e, no entanto, eles pensam isso de suas parceiras. Ou sua m\u00e3e n\u00e3o \u00e9 uma mulher? Quando falam assim alguns desses homens n\u00e3o percebem que dessa forma se afastam de sua Divina M\u00e3e.<\/p>\n\n\n\n<p>O Eu do vitimismo est\u00e1 associado \u00e0s pessoas que sempre se autoconsideram. Uma v\u00edtima \u00e9 algu\u00e9m, uma pessoa f\u00edsica que, direta ou indiretamente, sofreu dano ou preju\u00edzo de seus direitos como resultado de uma viola\u00e7\u00e3o dos direitos humanos ou da cristaliza\u00e7\u00e3o de um crime; isto \u00e9 o que diz a defini\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O resto do que sofremos, se n\u00e3o s\u00e3o insultos, pois s\u00e3o apenas opini\u00f5es, e se n\u00e3o somos capazes de aceitar essas opini\u00f5es \u00e9 porque temos muito amor pr\u00f3prio e orgulho&#8230; As pessoas t\u00eam o direito de opinar, mesmo que nos doa \u2013 e obviamente sempre fazendo isso com respeito.<\/p>\n\n\n\n<p>O Eu do vitimismo \u00e9 algo que nasce na mente e depois passa para o centro emocional, que nos transforma em pessoas sofridas&#8230; O Eu do vitimismo nos faz sentir que carregamos uma cruz&#8230; uma cruz ut\u00f3pica, pois nos faz sentir abnegados. E, claro, todos s\u00e3o aspectos do mesmo Eu do vitimismo.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 como justificar nossa mis\u00e9ria<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o avan\u00e7amos com isso porque, no fundo, gostamos dessa situa\u00e7\u00e3o&#8230; E se os outros nos veem dessa forma, melhor ainda, porque \u00e9 como ganhar medalhas.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o aceitamos que algu\u00e9m nos diga a verdade para que possamos realmente mudar. N\u00e3o aceitamos que os outros nos digam algo, mesmo que seja de boa maneira, para mudar nossas vidas, porque no fundo, gostamos desses estados vitimistas que temos. Aparentemente isso d\u00e1 sentido \u00e0s nossas vidas; nos sentimos vivos com isso, e at\u00e9 passamos por santos.<\/p>\n\n\n\n<p>Claro que \u00e9 poss\u00edvel mudar o estado, nossos estados, nossa psicologia, nossos erros, Eus, etc., e nossas vidas. Mas o Eu do vitimismo pensa que tudo o que acontece com ele, ou quase tudo, \u00e9 culpa dos outros. E mesmo que fosse culpa de outra pessoa, n\u00e3o h\u00e1 algo que temos que mudar, que aprender?<\/p>\n\n\n\n<p>Voc\u00ea tem que deixar o passado para avan\u00e7ar&#8230; caso contr\u00e1rio, isso se torna nossa identidade e isso nos define&#8230; O Eu diz: &#8220;Estou aqui porque vivi isto, porque constru\u00edmos isto, porque funcionou para mim&#8221;, ou: &#8220;Estou assim porque vivi este trauma&#8230;&#8221;. A\u00ed ficamos, n\u00e3o podemos mais avan\u00e7ar, porque isso se torna nossa can\u00e7\u00e3o psicol\u00f3gica.<\/p>\n\n\n\n<p>E se algo muda em nossas vidas, n\u00e3o conseguimos suportar, porque j\u00e1 somos um molde de coisas das quais n\u00e3o queremos nos desapegar, porque j\u00e1 estamos felizes com essa imagem que constru\u00edmos e n\u00e3o buscamos a morte do Eu.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o gostamos de assumir a responsabilidade pelo que nos acontece hoje por hoje, e embora o passado tenha sido bom, isso n\u00e3o significa que sempre ser\u00e1, que nosso modo de vida sempre funcionar\u00e1.<\/p>\n\n\n\n<p>Nossa maneira de interagir ou conviver com os outros pode funcionar por um tempo, mas chega um momento em que o Pai busca algo mais de n\u00f3s, uma mudan\u00e7a radical. Porque se a \u00e1gua n\u00e3o ferve a cem graus, ent\u00e3o o Eu n\u00e3o morre. E se temos sido t\u00e3o bons por tantos anos, por que ainda n\u00e3o nos autorrealizamos?<\/p>\n\n\n\n<p>A maioria das pessoas n\u00e3o querem mudar e aceitar o que est\u00e1 acontecendo com elas, o que est\u00e3o vivendo agora.<\/p>\n\n\n\n<p>Se algo nos acontece um dia, apenas um dia ou algumas horas ou alguns minutos, em que algu\u00e9m nos faz ou diz alguma coisa, e depois levamos isso para dentro de n\u00f3s a cada dia do ano e a cada momento, isto \u00e9 o que lembramos: isto \u00e9 chamado ENGARRAFAMENTO MENTAL. Como podemos avan\u00e7ar? Pois no final n\u00e3o foi apenas um momento vivido. Sempre estamos revivendo isso repetidamente&#8230; E nosso engarrafamento, no final, define nossa vida&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c0s vezes, conversar ajuda; \u00e9 um momento em que entendemos melhor, encontramos al\u00edvio ou percebemos que o que vimos n\u00e3o era real, mas sim cenas ou situa\u00e7\u00f5es mentais que carregamos dentro de n\u00f3s por um ano. Pessoas que n\u00e3o conversam guardam esse sentimento reprimido por anos.<\/p>\n\n\n\n<p>Este \u00e9 o Eu do vitimismo&#8230; n\u00e3o h\u00e1 lugar para mudar porque ficamos presos no passado.<\/p>\n\n\n\n<p>O Eu do vitimismo pode acompanhar o Eu depressivo. Eles gostam de ruminar. Isso fabrica pessoas mentais, pessoas que n\u00e3o querem mudar, que pegam esse Eu e o alimentam. E n\u00e3o s\u00e3o pessoas de falar. Podem, no final, chegar at\u00e9 ao suic\u00eddio, porque n\u00e3o procuram ajuda, se isolam, alimentam o monstro que criaram&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 claro que crises emocionais existem; \u00e9 quando o Eu morre. Mas se algu\u00e9m passa o tempo se lamentando<strong> por causa do amor-pr\u00f3prio,<\/strong> essa crise emocional n\u00e3o \u00e9 resultado de uma morte m\u00edstica. Em vez disso, estamos revivendo este ou aquele evento todos os dias, sofrendo por algo que n\u00e3o existe mais, algo inventado pelo Eu. Mas aceitamos isso como se fosse verdade, e afundamos.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando estamos assim o melhor \u00e9 falar, esclarecer as coisas para podermos avan\u00e7ar. Mas aqueles que sofrem do Eu do vitimismo nem sempre s\u00e3o pessoas que gostam de falar, e o risco \u00e9 fazer sua pr\u00f3pria teoria e guard\u00e1-la como uma verdade absoluta. Um pesadelo. <strong>E se falam, ser\u00e1 sempre a partir da sua pr\u00f3pria perspectiva, sem realmente querer resolver a situa\u00e7\u00e3o.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Portanto, as l\u00e1grimas n\u00e3o s\u00e3o sempre fruto da morte do Eu&#8230; Muitas vezes chorar estar\u00e1, ironicamente, fortalecendo o Eu. Por exemplo, o Eu da autopiedade, da falsa compaix\u00e3o, o amor pr\u00f3prio ferido, entre outras coisas; o Eu do vitimismo est\u00e1 ligado ao Eu da autopiedade, da autoimport\u00e2ncia&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 pessoas que gostam de coisas dram\u00e1ticas, chorar, porque lhes d\u00e1 um certo est\u00edmulo&#8230; As pessoas negativas v\u00e3o ter a tend\u00eancia de entrar no Eu do vitimismo.<\/p>\n\n\n\n<p>O Eu do vitimismo \u00e9 um dos piores Eus que temos, um dos que mais nos impedem de avan\u00e7ar&#8230; Porque tudo \u00e9 culpa dos outros. &#8220;Eu sou boa pessoa&#8221;, dizemos, &#8220;n\u00e3o me enxergam, veja como eles me tratam, veja o que disseram, n\u00e3o gostam de mim&#8230;&#8221;, isso nos diz o Eu&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>Essa express\u00e3o do eu diz: &#8220;Eu sou a v\u00edtima&#8230; N\u00e3o sou compreendido&#8230;&#8221;. Isso pode ser dito, sugerido ou feito atrav\u00e9s de posturas de v\u00edtima.<\/p>\n\n\n\n<p>O Eu do vitimismo tamb\u00e9m pode se juntar com o Eu do secretismo, que \u00e9 diferente da virtude do hermetismo.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando temos dificuldade em falar dos nossos sentimentos, dos nossos pensamentos, temos a tend\u00eancia a gerir nossos sofrimentos, nossas tristezas e os fatos encerrados em n\u00f3s mesmos. Se algu\u00e9m fosse assim, n\u00e3o precisa de nenhum guia espiritual em sua vida, pois n\u00e3o quer buscar a realidade, engana a si mesmo e engana os outros. Algu\u00e9m assim vive com suas pr\u00f3prias an\u00e1lises mentais, e se \u00e9 feliz dessa forma, se divorcia do Pai porque sua mente \u00e9 quem o dirige. Porque o Eu do vitimismo e secretismo combinados nos fazem sentir autossuficientes.<\/p>\n\n\n\n<p>O Eu do vitimismo pode ser eliminado procurando comunica\u00e7\u00e3o para compreender esses estados. Uma vez compreendido, veremos que os fatos n\u00e3o eram como pens\u00e1vamos.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas, \u00e9 claro, \u00e9 preciso ter cuidado para n\u00e3o entrar com a raiva em querer procurar explica\u00e7\u00e3o. Falar e comunicar ajuda, abre possibilidades de chegar a uma compreens\u00e3o, de ter explica\u00e7\u00e3o de algo que existe ou mesmo \u00e0s vezes nem sequer existiu.<\/p>\n\n\n\n<p>Em geral, o Eu do vitimismo \u00e9 cem por cento convencido de que a pessoa \u00e9 boa e os outros s\u00e3o maus&#8230; E isso pode levar, um dia, \u00e0 depress\u00e3o e at\u00e9 ao suic\u00eddio.<\/p>\n\n\n\n<p>Tenho certeza que muitos v\u00e3o pensar: &#8220;Este assunto n\u00e3o tem nada a ver comigo&#8221;. A mente tira suas pr\u00f3prias conclus\u00f5es para se sentir bem. Tanto que \u00e9 capaz de mentir por essa falsa paz&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>Quando algo desagrad\u00e1vel acontece conosco, tomamos isso de forma pessoal, e n\u00e3o como algo que temos que aprender. A mente ouve: &#8220;N\u00e3o te quero&#8221;, em vez de: &#8220;N\u00e3o quero que fa\u00e7a isto desta maneira&#8221;&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>Em muitos casos \u00e9 melhor falar e n\u00e3o ficar com o nosso pior inimigo, que \u00e9 a nossa mente. Ela n\u00e3o \u00e9 capaz de intuir a realidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma pessoa que busca o bem comum, que busca a fraternidade, aceitar\u00e1 o que acontece em sua vida, seja bom ou mau. N\u00e3o cair\u00e1 tanto no vitimismo. Se resigna.<\/p>\n\n\n\n<p>Se tomamos tudo de forma pessoal, se qualquer coisa nos afeta, se somos t\u00e3o sens\u00edveis que n\u00e3o somos capazes de buscar o bem comum, que individualizamos tudo, temos mais chances de cair no vitimismo.<\/p>\n\n\n\n<p>E a solu\u00e7\u00e3o, como sempre, \u00e9 a humildade.<\/p>\n\n\n\n<p>Se pensarmos no bem comum dos estudantes de uma associa\u00e7\u00e3o, se N\u00c3O nos cremos especiais, se somos humildes de verdade, ent\u00e3o aceitamos o gin\u00e1sio. Aceita o que o Pai lhe d\u00e1 como ensinamento. Aceita que n\u00e3o \u00e9 o centro do universo. Se voc\u00ea n\u00e3o deseja SER O CHEFE, mas servir, vai evitar cair em todos esses estados.<\/p>\n\n\n\n<p>Se algu\u00e9m acredita ser o chefe, especial e que jamais merecer\u00e1 nada de negativo, permanecer\u00e1 em seu trono. E se acredita ser especial, \u00e9 porque, segundo essa pessoa, os outros n\u00e3o o s\u00e3o; todos os demais est\u00e3o abaixo dela. E ela n\u00e3o aceitar\u00e1 n\u00e3o ser a l\u00edder em tudo. Obviamente, no fim, acabar\u00e1 se vitimizando, entrando em depress\u00e3o e sentindo raiva, pois n\u00e3o merece nada de negativo; sente e pensa que \u00e9 especial\u2026 Ent\u00e3o, mais tarde, seu outro eu estar\u00e1 \u00e0 espera: o Eu da MITOMANIA, porque lhe falta humildade, lhe falta maturidade\u2026<\/p>\n\n\n\n<p>Se voc\u00ea nunca tem gin\u00e1sio em sua vida e sempre quer ser Zen e tem medo de viver coisas e se isola, ent\u00e3o voc\u00ea nunca chegar\u00e1 \u00e0 Luz. N\u00f3s nunca vamos desenvolver for\u00e7a interior. N\u00f3s nunca vamos chegar perto do Pai.<\/p>\n\n\n\n<p>O gin\u00e1sio serve para pagar karma, para ter compreens\u00e3o, mas tamb\u00e9m para aprender a lidar com situa\u00e7\u00f5es e chegar a um equil\u00edbrio interno ou de Consci\u00eancia. Se n\u00e3o fizermos isso, nossa PEDRA ficar\u00e1 sem profundidade e for\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>Estamos aqui para nos conhecer. Se voc\u00ea vive coisas dif\u00edceis: estresse, dor&#8230; \u00e9 a melhor oportunidade para se conhecer. Mas se sempre queremos evitar o gin\u00e1sio e estar em casa com paz, n\u00e3o vamos chegar muito longe em termos de Consci\u00eancia. Sim, podemos desenvolver fogos internos, mas isso n\u00e3o significa que vamos ter verdadeiro Fogo e morte psicol\u00f3gica.<\/p>\n\n\n\n<p>Ent\u00e3o, quando algo acontece conosco temos que agradecer a Deus. Podemos ter uma certa tristeza, mas n\u00e3o tristeza depressiva, n\u00e3o uma tristeza do Eu. N\u00e3o queremos engordar os Eus, mas sim,  precisamos ter tristezas para analisar, para entender o que o Pai quer nos ensinar. O gin\u00e1sio \u00e9 a coisa mais linda que pode acontecer conosco, pois \u00e9 a melhor maneira de nos conhecermos.<\/p>\n\n\n\n<p>Precisamos ser abnegados. A abnega\u00e7\u00e3o nos ajuda a aceitar as coisas sem dramatizar, sem cair em depress\u00e3o ou tristeza. E assim evitamos cair em diferentes situa\u00e7\u00f5es de vitimismo.<\/p>\n\n\n\n<p>Por exemplo, se n\u00e3o quisermos ouvir os problemas ou queixas dos alunos, sejam eles dirigidos a n\u00f3s ou a outra pessoa, homem ou mulher, ent\u00e3o n\u00e3o estamos cumprindo nosso papel como instrutores. Porque ministrar os cursos \u00e9 o labor do instrutor, mas o que estamos discutindo aqui \u00e9 o nosso verdadeiro trabalho psicol\u00f3gico, o trabalho que nos faz avan\u00e7ar. Se n\u00e3o queremos os gin\u00e1sios, se n\u00e3o queremos conversar, ent\u00e3o um dia vamos estagnar ou nos desviar. E entraremos naquele Eu que nos diz: &#8220;POBRE DE MIM&#8230;&#8221; Isso jamais deveria existir se quisermos trilhar o caminho. Porque o Pai prov\u00ea tudo; tudo serve para nos fazer avan\u00e7ar.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o avan\u00e7amos se n\u00e3o houver gin\u00e1sio, se todos nos amarem \u00e9 porque n\u00e3o h\u00e1 \u00e1gua fervendo. N\u00e3o h\u00e1 compreens\u00e3o. E s\u00f3 haver\u00e1 &#8220;ELES N\u00c3O ME AMAM&#8221;&#8230; E quem diz isso&#8230;? O Eu do amor-pr\u00f3prio e do vitimismo. Sentimos que n\u00e3o merecemos nada de ruim, que tudo \u00e9 uma injusti\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o devemos levar as coisas para o lado pessoal, a menos que as pessoas nos digam as coisas claramente\u2026 Caso contr\u00e1rio, s\u00e3o simplesmente dedu\u00e7\u00f5es da mente\u2026 E se adicionarmos a isso as trevas podemos perder at\u00e9 mesmo nosso melhor amigo nesse caminho errado. Dizemos: &#8220;Ele \u00e9 assim por tal e tal motivo, ele deve ter algo contra mim&#8221;, etc., etc., etc. Todas essas afirma\u00e7\u00f5es v\u00eam do Eu; n\u00e3o s\u00e3o reais. A menos que algu\u00e9m nos diga algo claramente. E se for esse o caso, precisamos resolver, conversar e n\u00e3o dizer que sempre tem que cala, isso n\u00e3o \u00e9 uma maneira de aprender sobre si mesmos. Podemos calar se vemos que a pessoa n\u00e3o tem rem\u00e9dio, ou que n\u00e3o vai mudar nada.<\/p>\n\n\n\n<p>Se falamos temos que cuidar das palavras que usamos. N\u00e3o falar com raiva. O Mestre Samael n\u00e3o falava da mesma maneira com um companheiro que com uma companheira, ele se cuidava muito com as damas gn\u00f3sticas. Por respeito, n\u00e3o por medo, n\u00e3o por pensar mal das mulheres, mas por cavalheirismo.<\/p>\n\n\n\n<p>Se falamos tem que falar de fatos concretos ou ditos concretos, n\u00e3o com base em especula\u00e7\u00f5es mentais. Isso temos que trabalhar. Temos que trabalhar nossa mente. Porque se n\u00e3o h\u00e1 fatos concretos e n\u00e3o h\u00e1 ditos concretos sobre n\u00f3s, tudo \u00e9 fruto da mente.<\/p>\n\n\n\n<p>Deus nos deu o verbo e isso ajuda quando n\u00e3o temos intui\u00e7\u00e3o para entender, compreender. N\u00e3o h\u00e1 que ter medo de falar. Mas uma pessoa muito orgulhosa sente que entendeu tudo, ent\u00e3o por que falar? Esse \u00e9 o perigo aqui&#8230; Ent\u00e3o repetimos a frase do Mestre Samael: &#8220;\u00c0s vezes devemos falar quando queremos calar, \u00e0s vezes devemos calar quando queremos falar&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Deixo aqui algumas frases para a reflex\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>&#8220;O homem nunca deve se lamentar dos tempos em que vive, pois isto n\u00e3o lhe servir\u00e1 de nada. Pelo contr\u00e1rio, est\u00e1 em seu poder sempre melhor\u00e1-los.&#8221;<\/strong><\/em><br>Carlyle<\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>&#8220;Os que lamentam mais s\u00e3o os que sofrem menos.&#8221;<\/strong><\/em><br>T\u00e1cito<\/p>\n\n\n\n<p>QUE O TODO-PODEROSO FA\u00c7A SUA LUZ CHEGAR A TODOS VOC\u00caS POR TODA A ETERNIDADE.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>KWEN KHAN KHU<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Eu do vitimismo \u00e9 algo que nasce na mente e depois passa para o centro emocional, transformando-nos em pessoas sofridas&#8230; O Eu da vitimismo nos faz sentir que carregamos uma cruz&#8230; uma cruz ut\u00f3pica, pois nos faz sentir abnegados.<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":42722,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[134,468],"tags":[1491,1492,1493,1494],"contenido":[274],"fuente":[49],"pilar":[],"fase":[],"conferencia":[],"read_online":[],"author_tax":[325],"class_list":["post-42921","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-psicologia-pt-br","category-mensagens-vm-kwen-khan-khu","tag-agregados-psicologicos","tag-eus","tag-vitimismo","tag-amor-proprio","contenido-artigos","fuente-maestro","author_tax-v-m-kwen-khan-khu-pt-br"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/vopus.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/42921","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/vopus.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/vopus.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/vopus.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/vopus.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=42921"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/vopus.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/42921\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":42955,"href":"https:\/\/vopus.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/42921\/revisions\/42955"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/vopus.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media\/42722"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/vopus.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=42921"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/vopus.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=42921"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/vopus.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=42921"},{"taxonomy":"contenido","embeddable":true,"href":"https:\/\/vopus.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/contenido?post=42921"},{"taxonomy":"fuente","embeddable":true,"href":"https:\/\/vopus.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/fuente?post=42921"},{"taxonomy":"pilar","embeddable":true,"href":"https:\/\/vopus.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/pilar?post=42921"},{"taxonomy":"fase","embeddable":true,"href":"https:\/\/vopus.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/fase?post=42921"},{"taxonomy":"conferencia","embeddable":true,"href":"https:\/\/vopus.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/conferencia?post=42921"},{"taxonomy":"read_online","embeddable":true,"href":"https:\/\/vopus.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/read_online?post=42921"},{"taxonomy":"author_tax","embeddable":true,"href":"https:\/\/vopus.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/author_tax?post=42921"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}