{"id":40259,"date":"2025-06-06T15:01:50","date_gmt":"2025-06-06T18:01:50","guid":{"rendered":"https:\/\/vopus.org\/?p=40259"},"modified":"2025-06-06T15:01:53","modified_gmt":"2025-06-06T18:01:53","slug":"teatro-moral-da-vida-humana","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/vopus.org\/pt-br\/teatro-moral-da-vida-humana\/","title":{"rendered":"Teatro moral da vida humana"},"content":{"rendered":"\n<p>Amad\u00edssimos\/as companheiros\/as:<\/p>\n\n\n\n<p>Fa\u00e7o-lhes chegar nessa oportunidade uma gravura extra\u00edda de um livro que, em sua edi\u00e7\u00e3o espanhola de 1703, intitulou-se\u2026<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading has-text-align-center\">\u2026 TEATRO MORAL DA VIDA HUMANA, EM CEM EMBLEMAS, COM O ENQUIRIDION DE EP\u00cdCTETO E A TABELA DE CEBES, FIL\u00d3SOFO PLAT\u00d3NICO.<\/h2>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-medium\"><img decoding=\"async\" width=\"480\" height=\"721\" src=\"https:\/\/vopus.org\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/teatro-moral-de-la-vida-humana-480x721.jpg\" alt=\"Teatro moral da vida humana, Otto Venio\" class=\"wp-image-38388\" title=\"Teatro moral da vida humana, Otto Venio\" srcset=\"https:\/\/vopus.org\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/teatro-moral-de-la-vida-humana-480x721.jpg 480w, https:\/\/vopus.org\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/teatro-moral-de-la-vida-humana-960x1442.jpg 960w, https:\/\/vopus.org\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/teatro-moral-de-la-vida-humana-768x1154.jpg 768w, https:\/\/vopus.org\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/teatro-moral-de-la-vida-humana.jpg 720w\" sizes=\"(max-width: 480px) 100vw, 480px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n<p>Para come\u00e7ar diremos que no pr\u00f3logo do livro explica que o impressor desse livro, tendo adquirido as l\u00e2minas originais de Otto V\u00e9nio \u2500pintor famoso dos Estados de Flandres, 1556-1629\u2500, veio ao p\u00fablico em outro tempo com o t\u00edtulo de <em>Emblemas de Hor\u00e1cio<\/em>, por estar baseado nos versos latinos daquele autor que vai em cada folha, e pediu encarecidamente para essa impress\u00e3o para acompanhar seus emblemas com alguns discursos em forma de explica\u00e7\u00f5es dos mesmos.<\/p>\n\n\n\n<p>O pr\u00f3logo n\u00e3o est\u00e1 assinado e se desconhece o nome do autor que faz os coment\u00e1rios sobre os <em>Emblemas de Hor\u00e1cio<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa gravura, amigas e amigos, aparece intitulada na parte superior da mesma com estas palavras: <strong>\u00abO ESTUDO \u00c9 A CAUSA DA TRANQUILIDADE\u00bb<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Por\u00e9m, gnosticamente falando, melhor seria intitular <strong>\u00abA MEDITA\u00c7\u00c3O E A ORA\u00c7\u00c3O S\u00c3O A CAUSA DA TRANQUILIDADE\u00bb<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>A gravura vai acompanhada de um verso que fala desse modo:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>\u00abA quem se quer aplicar\r\nAo estudo de Virtude,\r\nNunca o medo, nem o pesar\r\nPodem causar inquietude,\r\nPois sabe desterr\u00e1-los\u00bb.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>Certamente, queridos\/as leitores\/as, aquele que aprende a se refugiar na ci\u00eancia da medita\u00e7\u00e3o converter-se-\u00e1 num espetador de tudo o que acontecer a seu redor, sem se identificar com os eventos que a natureza ou o g\u00eanero humano desatarem a seu redor. Essa \u00e9 a raz\u00e3o do homem barbado que, aconchegado sob um escudo, observa atentamente a viol\u00eancia dos seus semelhantes devorados pelo Eu da ira, que tentam arremeter contra uma personagem que foge espavorido para o mar como o coelhinho que, assustado, busca ref\u00fagio em algum lugar.<\/p>\n\n\n\n<p>A mesma li\u00e7\u00e3o nos entregam as duas damas que, tomadas da cintura, permanecem imp\u00e1vidas enquanto uma delas leva debaixo de um bra\u00e7o um enorme livro que, supostamente, serve-lhes de consolo com as instru\u00e7\u00f5es contidas acerca da disciplina de saber se abstrair do ilusionismo may\u00e1vico que mant\u00e9m hipnotizada nossa humanidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, a p\u00e9 dessa ilustra\u00e7\u00e3o, vemos sentadas duas personas. Muito provavelmente se trata de um homem e uma mulher. O da direita parece ser um homem que tirou uma m\u00e1scara e a segura com sua m\u00e3o esquerda. \u00c9 bom saber que a palavra <strong><em>pessoa<\/em><\/strong>, em latim, traduz \u2018m\u00e1scara\u2019, e, certamente, todos os seres humanos n\u00e3o somos mais que um monte de <strong>m\u00e1scaras <\/strong>que vamos mudando diariamente enquanto afrontamos diversos acontecimentos ou impress\u00f5es que chegam a nossos sentidos. Isso nos remete \u00e0 nossa Psicologia Revolucion\u00e1ria que nos entregou nosso Vener\u00e1vel Avatara, Samael Aun Weor, em um de seus tratados.<\/p>\n\n\n\n<p>Curiosamente, perto da personagem que foge cheio de medo, se encontra uma esp\u00e9cie de freira que leva um g\u00eanero de v\u00e9u sobre sua cabe\u00e7a, enquanto com sua m\u00e3o destra porta um incens\u00e1rio. Isso nos leva \u00e0 moral gn\u00f3stica que nos diz: <strong>\u00abMuitas vezes tras o v\u00e9u e o incenso tamb\u00e9m se esconde o delito<\/strong><strong>&#8230;..\u00bb<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Realmente, somente podemos nos liberar dos estragos dos dez mil agregados que levamos na profundidade da nossa psique mediante a <strong>medita\u00e7\u00e3o permanente<\/strong>. Somente tal disciplina pode nos ir aproximando do nosso SER, da nossa realidade interior.<\/p>\n\n\n\n<p>Encima, na parte superior dessa gravura, vemos os ventos desatados soprando com f\u00faria sobre o mar e sobre o g\u00eanero humano. Por isso, temos de dizer que somente o <strong>verdadeiro Homem<\/strong> pode enfrentar-se inclusive aos elementos e fazer-lhes frente sem sair machucado pelos mesmos.<\/p>\n\n\n\n<p>A Kabala gn\u00f3stica diz-nos em um dos seus axiomas: \u00abGozoso na esperan\u00e7a, sofrido na tribula\u00e7\u00e3o, seja constante na ora\u00e7\u00e3o&#8230;&#8230;\u00bb.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o devemos NOS ESQUECER DE SI MESMOS ante qualquer situa\u00e7\u00e3o material ou espiritual, pois quando o fizermos, cairemos no <strong>sonho da Consci\u00eancia<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Terminamos a descri\u00e7\u00e3o dessa magn\u00edfica l\u00e2mina com algumas frases para reflex\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>\u00abO \u00e1nimo que pensa no que pode temer, come\u00e7a a temer no que come\u00e7a a pensar\u00bb.<\/em><\/strong><br>Quevedo<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>\u00abQuem vive temeroso n\u00e3o ser\u00e1 nunca livre\u00bb.<\/em><\/strong><br>Hor\u00e1cio<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>\u00abO temor \u00e9 a medida das qualidades do \u00e1nimo\u00bb.<\/em><\/strong><br>Virg\u00edlio<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>\u00abQuem teme padecer, padece j\u00e1 o que teme\u00bb.<\/em><\/strong><br>Montaigne<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>\u00abTemei aos que os temem\u00bb.<\/em><\/strong><br>Prov\u00e9rbio persa<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><strong><em>THEATRUM MUNDI.<\/em><\/strong><br>\u2500\u2018O teatro do mundo\u2019\u2500.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>KWEN KHAN KHU<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Esta gravura, amigas e amigos, aparece intitulada na parte superior da mesma com estas palavras: \u00abO ESTUDO \u00c9 A CAUSA DA TRANQUILIDADE\u00bb.<br \/>\nPor\u00e9m, gnosticamente falando, melhor seria intitul\u00e1-lo \u00abA MEDITA\u00c7\u00c3O E A ORA\u00c7\u00c3O S\u00c3O A CAUSA DA TRANQUILIDADE\u00bb.<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":38411,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[480,134,468],"tags":[1028,1123,1124],"contenido":[274],"fuente":[],"pilar":[],"fase":[],"conferencia":[],"read_online":[],"author_tax":[325],"class_list":["post-40259","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-simbolos-universais","category-psicologia-pt-br","category-mensagens-vm-kwen-khan-khu","tag-oracion-pt-br","tag-simbolos-universais","tag-gravuras","contenido-artigos","author_tax-v-m-kwen-khan-khu-pt-br"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/vopus.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/40259","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/vopus.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/vopus.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/vopus.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/vopus.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=40259"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/vopus.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/40259\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":40318,"href":"https:\/\/vopus.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/40259\/revisions\/40318"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/vopus.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media\/38411"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/vopus.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=40259"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/vopus.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=40259"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/vopus.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=40259"},{"taxonomy":"contenido","embeddable":true,"href":"https:\/\/vopus.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/contenido?post=40259"},{"taxonomy":"fuente","embeddable":true,"href":"https:\/\/vopus.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/fuente?post=40259"},{"taxonomy":"pilar","embeddable":true,"href":"https:\/\/vopus.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/pilar?post=40259"},{"taxonomy":"fase","embeddable":true,"href":"https:\/\/vopus.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/fase?post=40259"},{"taxonomy":"conferencia","embeddable":true,"href":"https:\/\/vopus.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/conferencia?post=40259"},{"taxonomy":"read_online","embeddable":true,"href":"https:\/\/vopus.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/read_online?post=40259"},{"taxonomy":"author_tax","embeddable":true,"href":"https:\/\/vopus.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/author_tax?post=40259"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}