{"id":19355,"date":"2022-07-08T23:30:19","date_gmt":"2022-07-09T02:30:19","guid":{"rendered":"https:\/\/vopus.org\/un-llamado-a-la-rebeldia-inteligente\/"},"modified":"2022-07-10T20:48:08","modified_gmt":"2022-07-10T23:48:08","slug":"um-chamado-a-rebeldia-inteligente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/vopus.org\/pt-br\/um-chamado-a-rebeldia-inteligente\/","title":{"rendered":"Um chamado \u00e0 rebeldia inteligente"},"content":{"rendered":"\n<h3 class=\"has-text-align-center wp-block-heading\">Disserta\u00e7\u00e3o dirigida \u00e0 juventude gn\u00f3stica \u2013 M\u00e9xico, DF<\/h3>\n\n\n\n<p>Desgra\u00e7adamente, as pessoas levam uma vida mecanicista. Temos h\u00e1bitos que repetimos incessantemente. \uf031 Quando algu\u00e9m, por algum motivo, sai do seu papel, quando abandona por um instante essa vida mecanicista que leva, quando se afasta, acredita que vai mal e talvez seja quando vai melhor.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 necess\u00e1rio, de vez em quando, sair nem que seja por um momento desse mundo mecanicista em que sempre vivemos para olhar-nos por inteiro de outro \u00e2ngulo. Isto \u00e9 t\u00e3o f\u00e1cil como sair da cidade e ver da c\u00faspide n\u00e3o s\u00f3 a cidade, mas todos os vales e povoados vizinhos que nos rodeiam.<\/p>\n\n\n\n<p>De vez em quando, ainda que seja por alguns instantes, devemos parar de nos identificar com essa vida mec\u00e2nica que levamos. Deve-se tratar de ser distinto, de ser diferente; deve-se ser revolucion\u00e1rio, rebelde por natureza e por esp\u00edrito; deve romper com todas estas normas velhas de nossos antepassados, deve abandonar totalmente os costumes ran\u00e7osos em que viveram nossos av\u00f3s.<\/p>\n\n\n\n<p>Quero que a juventude compreenda esta mensagem, que a entenda. N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel despertar Consci\u00eancia enquanto n\u00e3o nos separarmos de todos esses pequenos pap\u00e9is que estamos acostumados a representar. N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel despertar Consci\u00eancia enquanto n\u00e3o nos afastarmos completamente da vida mecanicista.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o quero dizer a voc\u00eas, jovens, que tenhamos que viver uma vida de anacoretas. N\u00e3o, n\u00e3o estou dizendo isso! Necessitamos, \u00e9 \u00f3bvio, viver no mundo, mas n\u00e3o nos deixar engolir pelo mundo; ser distintos. N\u00e3o fa\u00e7am voc\u00eas o que os outros fazem, sejam diferentes! Quando se come\u00e7a a ser rebelde de verdade, inicia-se o processo do despertar.<\/p>\n\n\n\n<p>As pessoas nada sabem sobre a vida superior. O que sabem sobre os mist\u00e9rios da vida e da morte? Nada! Se colocarmos uma teoria materialista ao lado de uma teoria espiritualista, vemos que ambas s\u00e3o estruturadas com uma l\u00f3gica plaus\u00edvel e maravilhosa, que o racioc\u00ednio d\u00e1 para tudo. De uma pulga se faz um cavalo e de um cavalo, uma pulga. O mesmo \u00e9 a raz\u00e3o, a cerebriza\u00e7\u00e3o, a l\u00f3gica: \uf034\uf020d\u00e1 para tudo, a mesma pode fabricar uma tese de tipo espiritualista ou de tipo materialista.<\/p>\n\n\n\n<p>Dom Immanuel Kant, o fil\u00f3sofo de K\u00f6nigsberg, \uf035escreveu seu grande trabalho intitulado <em>Cr\u00edtica da Raz\u00e3o Pura<\/em>. Trata essa obra sobre a l\u00f3gica, a metaf\u00edsica e a \u00e9tica. \uf034 E nela faz plena diferencia\u00e7\u00e3o entre o que s\u00e3o os conceitos de conte\u00fado \u2013 elaborados diretamente com essas informa\u00e7\u00f5es recolhidas pelos cinco sentidos \u2013 e o que s\u00e3o os intuitos. Assim, \uf035escreveu Dom Immanuel Kant, o grande fil\u00f3sofo, de maneira muito judiciosa sobre a raz\u00e3o, e chega \u00e0 conclus\u00e3o de que esta em si nada pode saber da verdade, nem de Deus, nem do que h\u00e1 al\u00e9m da morte, nem do real, etc.<\/p>\n\n\n\n<p>A juventude, pois, n\u00e3o deve continuar engarrafada nesse processo do racioc\u00ednio, deve ser eminentemente intuitiva. Antes de tudo, torna-se necess\u00e1rio entender que estamos adormecidos. Mas n\u00e3o se pode despertar enquanto viver completamente falsificado pela vida mecanicista, com os diversos pap\u00e9is que tem que representar na exist\u00eancia. H\u00e1 necessidade, repito, de n\u00e3o nos identificarmos mais com esses pap\u00e9is, de romper com eles por isso de sermos rebeldes, de olhar a vida de outro \u00e2ngulo.<\/p>\n\n\n\n<p>Se a raz\u00e3o n\u00e3o nos p\u00f4de levar \u00e0 experi\u00eancia do real, temos que romper com o racioc\u00ednio, temos que apelar a alguma outra faculdade se \u00e9 que queremos conhecer a verdade. O Cristo C\u00f3smico disse: <em>&#8220;Conhecei a verdade e esta vos libertar\u00e1&#8221;<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas existe alguma outra faculdade que nos permita a experi\u00eancia da verdade sem o processo doloroso do racioc\u00ednio? Sim, existe, meus queridos jovens! Qual \u00e9? A &#8220;percep\u00e7\u00e3o instintiva das verdades c\u00f3smicas&#8221;. Quero que voc\u00eas gravem isto bem nos seus cora\u00e7\u00f5es. \u00c9 uma faculdade do Ser. Repito: &#8220;percep\u00e7\u00e3o instintiva das verdades c\u00f3smicas&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Em um passado arcaico da Terra, todas as criaturas humanas possu\u00edam desenvolvida essa faculdade. Mas conforme o Ego, o eu, o Mim mesmo foi se revigorando, essa faculdade foi tamb\u00e9m degenerando at\u00e9 que acabou. S\u00f3 desenvolvendo-a novamente, s\u00f3 regenerando essa preciosa faculdade, podemos chegar \u00e0 experi\u00eancia do real na completa aus\u00eancia do racionalismo subjetivo.<\/p>\n\n\n\n<p>Como despertar essa preciosa faculdade, como regener\u00e1-la, de que maneira? Digo-lhes, jovens: deixando de ser entidades mec\u00e2nicas, afastando-nos de tantos pap\u00e9is que realizamos diariamente, sendo rebeldes. Quando se deixa de ser mec\u00e2nico, \u00e9 quando se come\u00e7a a ter consci\u00eancia de si mesmo. E precisamos nos conhecer a n\u00f3s mesmos. S\u00f3 assim deixamos de ser mec\u00e2nicos.<\/p>\n\n\n\n<p>Os antigos s\u00e1bios disseram: <em>&#8220;Nosce te ipsum&#8221;<\/em> \u2013 &#8220;Homem, conhece-te a ti mesmo e conhecer\u00e1s o universo e os Deuses&#8221;. Quando algu\u00e9m conhece a si mesmo, pode eliminar os elementos inumanos que leva dentro: os preconceitos de ra\u00e7a e de na\u00e7\u00e3o; o \u00f3dio que leva a tantas guerras; o ego\u00edsmo, que de repente se tornar\u00e1 violento; a inveja, que se tornou o fator b\u00e1sico desta vida ultramoderna; o ci\u00fame que desespera; a lux\u00faria que degenera, etc.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas antes de tudo, necessitamos autodescobrir-nos, autoconhecer-nos. S\u00f3 nos autoconhecendo, s\u00f3 nos autodescobrindo sabemos quais s\u00e3o os elementos inumanos que carregamos dentro. Uma vez conhecidos, podemos elimin\u00e1-los. Eliminando os erros que levamos, desperta em n\u00f3s o sentido maravilhoso do Ser, essa faculdade conhecida como &#8220;percep\u00e7\u00e3o instintiva das verdades c\u00f3smicas&#8221;. Somente essa faculdade pode nos levar \u00e0 experi\u00eancia do real, da verdade, daquilo que sempre foi, \u00e9 e ser\u00e1.<\/p>\n\n\n\n<p>Desde a inf\u00e2ncia, vieram nos ensinando muitas coisas absurdas; formaram-nos uma falsa Consci\u00eancia. Na escola, fizeram-nos aprender de cor muitas teorias que n\u00e3o nos serviram de nada. A fam\u00edlia ensinou-nos muitos costumes, adquirimos muitos h\u00e1bitos, e com tudo isso formamos de verdade uma Consci\u00eancia falsa, mec\u00e2nica, que nada sabe do real nem da verdade. O racioc\u00ednio subjetivo baseia-se nas percep\u00e7\u00f5es dos sentidos externos, e nada mais; n\u00e3o pode, portanto, nos conduzir ao real.<\/p>\n\n\n\n<p>A juventude deve ser revolucion\u00e1ria, acabar com todos os elementos que formam a Consci\u00eancia falsa, desintegrar o Mim mesmo, o Si mesmo. E isso \u00e9 poss\u00edvel mediante a elimina\u00e7\u00e3o de nossos erros psicol\u00f3gicos, deixando de ser mec\u00e2nico, aprendendo a pensar por si mesmos, autoindependentizando-nos totalmente.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando o tenhamos conseguido, a faculdade preciosa do Ser conhecida como &#8220;percep\u00e7\u00e3o instintiva das verdades c\u00f3smicas&#8221; entrar\u00e1 em uma nova atividade. Ent\u00e3o conheceremos o real, a verdade, sem o processo doloroso do racioc\u00ednio.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, aos jovens convido a serem rebeldes, a serem revolucion\u00e1rios, a revoltarem-se contra a raz\u00e3o subjetiva; a dissolver o Mim mesmo, o Si mesmo, mediante a elimina\u00e7\u00e3o dos seus pr\u00f3prios defeitos psicol\u00f3gicos; a entrar por um caminho de inova\u00e7\u00f5es e transforma\u00e7\u00f5es; a n\u00e3o fazer o que os outros fazem, a afastar-se de tantos e tantos papeizinhos j\u00e1 aprendidos de mem\u00f3ria, a romper com a vida mec\u00e2nica; a explorar-se totalmente com o prop\u00f3sito de autoconhecer-se.<\/p>\n\n\n\n<p>Recordemos que a Nova Era de Aqu\u00e1rio \u00e9 revolucion\u00e1ria. Assim, fa\u00e7o um chamado a toda a juventude no sentido de marchar firmemente no caminho da educa\u00e7\u00e3o fundamental. Isso \u00e9 tudo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\">\u00a1Paz&nbsp;Inverencial!&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><strong>Samael Aun Weor<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Deve-se tratar de ser distinto, de ser diferente; deve-se ser revolucion\u00e1rio, rebelde por natureza e por esp\u00edrito; deve romper com todas estas normas velhas de nossos antepassados, deve abandonar totalmente os costumes ran\u00e7osos em que viveram nossos av\u00f3s.<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":5056,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[134,141],"tags":[],"contenido":[274],"fuente":[49],"pilar":[],"fase":[],"conferencia":[],"read_online":[],"author_tax":[316],"class_list":["post-19355","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-psicologia-pt-br","category-metafisica-pt-br","contenido-artigos","fuente-maestro","author_tax-v-m-samael-aun-weor-pt-br"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/vopus.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19355","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/vopus.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/vopus.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/vopus.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/vopus.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=19355"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/vopus.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19355\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/vopus.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media\/5056"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/vopus.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=19355"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/vopus.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=19355"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/vopus.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=19355"},{"taxonomy":"contenido","embeddable":true,"href":"https:\/\/vopus.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/contenido?post=19355"},{"taxonomy":"fuente","embeddable":true,"href":"https:\/\/vopus.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/fuente?post=19355"},{"taxonomy":"pilar","embeddable":true,"href":"https:\/\/vopus.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/pilar?post=19355"},{"taxonomy":"fase","embeddable":true,"href":"https:\/\/vopus.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/fase?post=19355"},{"taxonomy":"conferencia","embeddable":true,"href":"https:\/\/vopus.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/conferencia?post=19355"},{"taxonomy":"read_online","embeddable":true,"href":"https:\/\/vopus.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/read_online?post=19355"},{"taxonomy":"author_tax","embeddable":true,"href":"https:\/\/vopus.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/author_tax?post=19355"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}